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Mercado Imobiliario: Os Jornais e o Setor Imobiliário

terça-feira, 23 de março de 2010


João Crestana debateu cenários e perspectivas do mercado de imóveis com representantes da Associação Nacional de Jornais e propõs a comunicação diferenciada para alcançar o novo comprador do setor popular

Crestana apresenta dados do mercado aos jornalistas


A convite do Comitê Executivo da Associação Nacional de Jornais (ANJ), o presidente do Secovi-SP, João Crestana, proferiu palestra sobre as tendências do mercado da construção civil e imobiliária nas diversas regiões brasileiras.

Para representantes da área comercial de veículos de diferentes Estados (Bahia, Ceará, Goiás, São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Distrito Federal), Crestana apresentou dados sobre o setor em 2009 e as perspectivas para este ano, com ênfase no segmento de habitação popular. Segundo ele, o programa Minha Casa, Minha Vida, que acaba no final deste ano, tem de ter continuidade, transformando-se em política de Estado (não de governo). “A vida continua”, afirmou.

Novo foco - Para Crestana, o novo mercado de imóveis econômicos exige foco diferenciado pelos empreendedores e também pelos veículos de comunicação. “O comprador desse segmento é diferente. Gosta de cores exuberantes, tem outro perfil. Os anúncios devem considerar essas características. Nossos classificados são sem vida. O desafio é encontrar o conceito certo de comunicação com esse público”, disse.

Sazonalidade - Um aspecto considerado foi a tradicional sazonalidade do mercado nos meses de janeiro e fevereiro, como se o setor tivesse de esperar março para começar a anunciar. “Acredito que, em conjunto com os jornais, poderíamos pensar em ações para mudar essa cultura”, propôs.

Debates - Os participantes debateram vários temas, como a necessidade de a infraestrutura acompanhar a dinâmica do mercado imobiliário, as dificuldades criadas por planos diretores (caso típico da capital paulista), as redes de imóveis exclusivos e mesmo a lei Cidade Limpa, que está sendo adotada em outras cidades.

“A legislação, que apoiamos por melhorar a qualidade de vida, proibiu distribuição de folhetos e uso de cavaletes, peças importantes na divulgação dos empreendimentos. A saída foi anunciar em jornais, o que ainda é caro e não alcança diretamente os novos compradores do mercado, uma vez que as classes C, D e E não é composta por leitores em potencial. Temos aí mais um desafio a vencer, e estamos dispostos a discutir alternativas com a mídia”, considerou Crestana.

Sobre a questão da legislação urbana, o presidente do Secovi-SP elogiou a experiência do Rio de Janeiro. “Governo, setor privado, judiciário, ONGs e Ministério Público se reuniram e, por consenso, definiram o desenvolvimento da cidade. O Rio vai decolar, não duvido disso. É um exemplo que todas as cidades devem seguir.”

No paralelo com a cidade de São Paulo, Crestana considerou os efeitos de um Plano Diretor inadequado e a insegurança jurídica. “Aprova-se integralmente um empreendimento em todas as instâncias. De repente vem uma liminar e paraliza tudo. Precisamos de mais maturidade na análise dessas questões. Sem isso, o setor vai viver em permanente estado de insegurança”, refletiu.

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