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Mercado imobiliário carioca cresce 16,5% em 2009

terça-feira, 30 de março de 2010

RIO - O número de lançamentos imobiliários no Rio de Janeiro apresentou um crescimento de 16,5% em 2009, na comparação com o ano anterior, de acordo com pesquisa da Associação de Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi Rio). Foram lançados 14.036 imóveis contra um total de 12.048 em 2008. A pesquisa mostra um aquecimento do setor imobiliário no segundo semestre do ano passado, impulsionado pelo Programa Minha Casa, Minha Vida e pela recuperação do mercado após a crise do ano retrasado.

- O crescimento do mercado imobiliário em geral é um reflexo da retomada econômica. Nós tivemos um tropeço em 2008, mas em meados de 2009, o setor tomou fôlego novamente. Acredito que este ano o número de lançamentos supere 2009 em até 20% - afirma o vice presidente da Ademi, Rodrigo Conde Caldas.

Na área residencial, Campo Grande foi o bairro que recebeu o maior número de unidades, somando 2.654 unidades. Jacarepaguá ficou na segunda posição, com 2.605 e, em terceiro, ficou a Barra da Tijuca, que havia liderado o ranking em 2008 e registrou 828 novas unidades no ano passado. Dentre os bairros que não recebiam lançamentos há mais de cinco anos, Benfica, Bangu e Parada de Lucas foram contemplados com 92, 192 e 440 novos imóveis, respectivamente.

Outro bairro que chama a atenção é Irajá, que em 2007 havia tido 260 unidades e voltou a crescer em 2009, com o lançamento de 548 residências. Já São Cristóvão participa com constância da pesquisa desde 2006, sendo que, no ano passado, o bairro recebeu 812 novas unidades residenciais. Como já vinha acontecendo nos últimos anos, a Zona Sul apresentou número pouco expressivo de lançamentos voltados para moradia, ainda que seja a região mais atrativa da capital carioca, por conta da falta de terrenos. Entre 2004 e 2009, o bairro da região que concentrou o maior número de empreendimentos foi Botafogo, com uma média de 294 lançamentos por ano, sendo 344 em 2009. Nenhum outro bairro de aproximou deste patamar.

- Essas áreas menos nobres foram beneficiadas em função do programa do governo Minha Casa, Minha Vida. O mercado já estava atendendo bem à classe média, por causa das facilidades nas linhas de financiamento. Agora, com o incentivo do governo à construção de moradias para a baixa renda, a tendência é haver um investimento maior nessas regiões - acrescenta Caldas.

Quanto às unidades vendidas, o mercado sofreu uma retração de 4,9% em 2009, na comparação com 2008. Foram 6.746 unidades comercializadas em 2009, ante 7.096 em 2008. As vendas à vista tiveram uma redução de 7,3% para 2%. Com relação aos financiamentos, houve aumento tanto dos realizados diretamente com o incorporador, passando de 35,2% para 48,2%, como também dos realizados com bancos privados, que passaram de 40,7% para 48%. Enquanto isso, os empréstimos habitacionais da Caixa Econômica Federal tiveram redução de 16,8% para 1,9%.

Setor de imóveis comerciais é liderado pela Barra da Tijuca
No Rio de Janeiro, no período de análise, houve ainda crescimento de 80,4% do número de unidades comerciais lançadas: em 2008, elas representavam 16% do total de lançamentos, passando a 25% em 2009. A maior parte da oferta comercial se encontra na Barra da Tijuca que, entretanto, detém a terceira colocação em total de lançamentos residenciais na cidade.


No Centro, não foi registrado o lançamento de nenhum empreendimento comercial em 2008, o que, segundo a pesquisa, deve-se em parte à inexistência de infra-estrutura moderna. Entretanto, o Projeto Porto Maravilha pode vir a reverter essa tendência, resgatando a hegemonia do Centro da cidade como centro financeiro e de negócios, dizem os especialistas. (OGlobo-30/03/2010)

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