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Preço de imóveis em BH sobe 20,82% em 2009

segunda-feira, 29 de março de 2010

Os preços de terrenos e de imóveis em Belo Horizonte vivem cenário inverso ao de Miami. No ano passado, o valor médio dos apartamentos vendidos na capital foi de R$ 193.420,05, segundo pesquisa realizada pela Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG) e a Fundação Ipead, vinculada à UFMG. A cifra representa 20,82% de aumento em comparação à média apurada em 2008: R$ 160.077,41. O levantamento foi feito com base nas emissões do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) de 2009.

Preocupado em evitar o surgimento de ondas de valorização ou desvalorização excessivas no mercado de imóveis, Alexandre Tombini, diretor de normas do Banco Central, cotado para suceder Henrique Meirelles na instituição, defendeu, este mês, a criação de um índice de preços de imóveis. Ao demonstrar interesse em um indicador novo para o setor, Tombini evidencia a preocupação do BC com o risco de bolhas no setor como as que levaram à crise internacional, detonada em setembro de 2008.

A alta do preço de terrenos nas regiões mais cobiçadas é uma das justificativas para o encarecimento dos imóveis. “Há uma escassez de terrenos em Belo Horizonte. Nos bairros mais nobres, como Lourdes, não existem mais lotes disponíveis e não dá para crescer”, diz Luiz Antônio Rodrigues, diretor-presidente da Lar Imóveis. A imobiliária tem à venda um lote no Funcionários, avaliado em R$ 10 mil o metro quadrado. Rodrigues estima que cada apartamento construído no local poderia chegar ao custo de R$ 2,5 milhões.

A Lar Imóveis também mantém corretores em Miami desde janeiro deste ano. “Alguns deles compram o imóvel para uso dos filhos que estão estudando no exterior”, diz. Mas Rodrigues faz algumas ressalvas entre os apartamentos de luxo de BH e de Miami. “Não é possível comparar o acabamento. Aqui temos mais espaço e há prédios com granito até no passeio”, afirma. Ele ressalta, ainda, que os imóveis seminovos costumam ter preços bem mais competitivos, até 25% inferiores aos novos.

Já em Miami, o seminovo não representa, hoje, um atrativo tão grande, pelo contrário. O corretor Thiago Costa explica que em um mesmo prédio o morador do apartamento usado chega, hoje, a cobrar mais caro na venda do que a unidade nova da construtora, que ainda não foi habitada. “Como o morador comprou em um período que o imóvel valia mais, não quer perder dinheiro”, diz Rodrigues.

A imobiliária Sotão também negocia parcerias com corretores não só em Miami, como em redes do mundo inteiro. “A tendência é as redes se unirem”, afirma Paulo Tavares, diretor da Sotão e presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do estado (Creci-MG). O presidente da Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI-MG), Ariano Cavalcanti de Paula, observa que a demanda reprimida e a abundância de financiamento ajudaram a formar um cenário positivo para estimular a procura por imóveis.
Geórgea Choucair - Estado de Minas

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