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Secovi-SP - Balanço do Mercado Imobiliário

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Os dois últimos meses do ano contribuíram significativamente para o desempenho positivo em termos de vendas e lançamentos


O mercado de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo registrou movimentação surpreendente no último bimestre de 2009. Entre novembro e dezembro, foram lançadas 10.142 moradias, volume superior à soma dos sete primeiros meses do ano passado, de 9.753 unidades.

Esse comportamento pode ser explicado pelo fato de o mercado de lançamentos ter “andado de lado” até julho. Considerando-se o total lançado, de 30.128 unidades segundo a Embraesp – Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio, mais de um terço ficou concentrado nos últimos dois meses do ano.

Em termos de comercialização, a Pesquisa Sobre o Mercado Imobiliário, realizada pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP, aponta a venda de 2.611 unidades em novembro e 5.663 em dezembro, ou seja, 8.274 moradias escoadas no período.

Com este resultado, o total comercializado em 2009 atingiu 35.832 unidades e superou a expectativa inicial de encerrar o ano com 33 mil unidades vendidas. A influência dos dois últimos meses fica evidente ao se observar que representaram quase um quarto do montante vendido no ano.

O economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, encara com prudência as perspectivas para 2010. “A recente alta nos lançamentos pode ser atrelada à recuperação após meses seguidos de timidez. Já as vendas atingiram a retomada necessária durante o ano passado, confirmando que a confiança do consumidor está nos mesmos níveis do período pré-crise de 2008.”

Ambiente econômico
O estoque considerável de unidades com projetos aprovados e ainda por lançar permite assegurar a possibilidade de crescimento. Mas sempre é bom considerar outras variáveis econômicas antes de quaisquer conclusões.

O País atravessa um momento de estabilidade, com previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da ordem de 5% a 6%, e a inflação está sob controle graças a uma política monetária com instrumentos eficientes. A taxa básica de juros fechou 2009 em 8,75% ao ano, mas poderá sofrer elevação, sem exageros, para se evitar eventual retomada do processo inflacionário.

O desemprego, segundo dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, atingiu a menor taxa nos últimos anos: 6,8% em dezembro último. Dados do Caged – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam saldo positivo de 995.110 entre admissões e dispensas de empregados em 2009. Trata-se de fato relevante quando comparado com o restante dos países afetados pela crise global.

Cenário favorável
Recursos não faltarão para o setor imobiliário. Em âmbito nacional, a Abecip – Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança – prevê aumento de financiamento com recursos da poupança de R$ 34 bilhões em 2009 para algo em torno de R$ 45 bilhões neste ano.

O Conselho Curador do FGTS destinou R$ 18 bilhões para financiamentos, R$ 4 bilhões para subsídios, R$ 1 bilhão para o programa Pró Cotista e R$ 1 bilhão para o Pró Moradia. Importante ressaltar que, para o programa Minha Casa, Minha Vida, o governo disponibilizará R$ 9,3 bilhões, por dotação no Orçamento Geral da União. Com isso, o total de recursos destinados para o setor será de R$ 78 bilhões.

Além destes valores, lembramos que os recursos não utilizados em 2009 no Minha Casa, Minha Vida, passaram automaticamente para o Orçamento de 2010, com grandes chances de se cumprir a meta de 1 milhão de moradias até o final do ano. Em 2009, as contratações do programa chegaram a 275.528 unidades.

O que esperar de 2010?

O mercado de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo continuará a crescer, em ritmo sustentável, em torno de 10% em lançamentos e 5% na comercialização. Ou seja, deve-se chegar a aproximadamente 33 mil unidades lançadas (ainda inferior a 2008, de 34,5 mil unidades) e 37 mil unidades vendidas.


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Confira os gráficos (arquivo PDF)
Fonte: Secovi-SP

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