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MERCADO IMOBILIÁRIO: Lauro de Freitas / BA na rota de investimentos

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010


O município de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, já responde por 20% das vendas de imóveis no estado, conforme pesquisa da Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA). Segundo o diretor-técnico da entidade, Luciano Muricy Fontes, de janeiro a outubro de 2009, foram comercializados 9.149 imóveis da Bahia, 1.690 dos quais na cidade vizinha. A pesquisa mensal monitora os mercados de Salvador, Lauro de Freitas, Feira de Santana e Litoral Norte e considera as unidades ofertadas pelos associados da Ademi.

Nos últimos anos, a cidade, que é principal acesso para o Litoral Norte, tem atraído investimentos de incorporadores interessados em vender produtos para a classe média. Afinal, o metro quadrado de um imóvel de padrão médio-alto – semelhante aos vendidos na Pituba, em Salvador – custa, em Lauro de Freitas, o mesmo que um imóvel em Brotas. Uma diferença que pode chegar a 25% no valor final do apartamento.

No ano passado, com o estímulo do governo federal ao setor imobiliário, com crédito para consumidores e construtoras, a cidade atraiu investimentos no segmento econômico, tanto para famílias com renda de zero a três salários mínimos, como para unidades destinadas a quem ganha de três a seis mínimos. Assim, um novo nicho de mercado ganha força, o de imóveis enquadrados no programa Minha Casa Minha Vida.

O estudo da Ademi aponta que dos 3.481 imóveis lançados na Bahia pelos associados Ademi-BA entre janeiro e outubro de 2009, 220 são em Lauro de Freitas, volume pequeno. Mas a expectativa é que o município seja um grande canteiro de obra nos próximos anos, considerando-se o estoque de lançamentos de 2008, ano em que o setor imobiliário baiano bateu seu próprio recorde, e projetos que estão sendo gestados e devem chegar ao mercado este ano.

Muricy ressalta a boa performance da região nos últimos anos. “Tradicionalmente Lauro de Freitas tem a característica de cidade dormitório, muito embora ao longo do tempo já tenha desenvolvido vida própria, com comércio e serviços pujantes. A escassez de áreas de terreno em Salvador, especialmente destinadas às classes C e D (imóveis de valor entre R$ 80 e 150 mil), fez com que a cidade fosse destino de muitos lançamentos para este público. Uma das motivações deste boom imobiliário foi a oferta de crédito e a ascensão social de boa parte da população brasileira”, avalia o diretor da Ademi-Ba. Segundo Muricy, a os empreendimentos destinados à faixa de renda de zero a três salários mínimos, não estão contemplados pela pesquisa da Ademi, uma vez que sua comercialização tem regras próprias e é capitaneada pela Caixa Econômica Federal, estados e municípios. (Gazetacn.com.br)

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