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Dona da Brasil Brokers cria holding de seguros

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

O fundo Gulf Capital Partners já adquiriu mais de 15 corretoras e quer chegar a 25; o objetivo é abrir o capital em operação de R$ 700 milhões

SÃO PAULO - O Gulf Capital Partners, fundo de private equity (especializado em adquirir participações em empresas), está criando uma holding de corretoras de seguros no mercado brasileiro. Até agora, já adquiriu mais de 15 corretoras em várias regiões do País, e planeja chegar a 25. Na quarta-feira, 24, em São Paulo, os gestores acertaram os detalhes das aquisições mais recentes. Para fazer essas compras, a Gulf criou uma holding que recebeu o nome de Brasil Insurance. O objetivo é abrir o capital em uma operação que pode movimentar R$ 700 milhões.

"Já temos 80% do tamanho que gostaríamos de atingir na holding (antes de abrir o capital)", diz Bruno Padilha, sócio-diretor da gestora. Por questões de confidencialidade dos contratos, o executivo não revelou o nome das empresas adquiridas. Com musculatura suficiente para atrair os investidores, Padilha acredita que será possível fazer a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) no curto prazo, mas prefere não sinalizar uma data para o lançamento dos papéis.


A Brasil Insurance segue o mesmo caminho da Brasil Brokers, holding também criada pela Gulf em 2007 com 16 corretoras de imóveis. A empresa abriu o capital em outubro daquele ano em uma operação que movimentou R$ 700 milhões. Por isso, Padilha acredita que as corretoras de seguro devem movimentar um valor semelhante na oferta de ações. "São estratégias idênticas", diz o executivo.


A Gulf está há dois anos avaliando o setor de seguros. "É um setor que vem crescendo a taxas de dois dígitos há vários anos e ainda tem penetração muito baixa no Brasil. As perspectivas são enormes", afirma Padilha. Segundo ele, enquanto aqui as vendas de seguro ficam na casa dos 3% do PIB, em outros países emergentes como Chile e Índia, esse indicador supera os 5% e na, África do Sul, chega a bater em 15%.


Mercado pulverizado
A decisão de investir em corretoras de seguros também foi influenciada pela alta fragmentação do mercado. Enquanto as seguradoras são muito concentradas, com as dez maiores detendo mais de 80% dos prêmios, há várias corretoras de seguro, operando em diversos segmentos e regiões.

Atualmente, há 25,7 mil corretoras ativas no País, segundo a Federação Nacional das Corretoras de Seguros Privados (Fenacor). Há ainda 38,7 mil corretores individuais, que atuam como pessoa física. Muitas corretoras são especializadas em um único segmento. Outras têm anos de experiência e clientes fiéis. "A rentabilidade das corretoras chega a ser três vezes maior que a das seguradoras", diz o gestor da Gulf.


Com as aquisições já feitas até agora, a Brasil Insurance é uma empresa com prêmios anuais de R$ 1,1 bilhão e tem um milhão de clientes. As corretoras adquiridas têm, em média, 25 anos de experiência no mercado e atuam em ramos diversos, como automóveis, seguro saúde, vida, grandes riscos, crédito e risco de engenharia.


O dinheiro captado no IPO vai ser usado para novas aquisições, diz Padilha. "Queremos ser consolidadores. A meta é dobrar de tamanho em três anos." A estratégia da Brasil Insurance é comprar o controle das corretoras, em geral, familiares. O dono recebe ações da holding, integrando o bloco de controle.


A Brasil Brokers é a maior corretora de imóveis da América Latina, com vendas de R$ 10 bilhões por ano. Após o IPO, fez mais dez aquisições. Fundada em 1983, a Gulf já investiu em segmentos como logística (Brasil Logistics) e bionergia (Brasil Bionergia). No setor imobiliário, além da Brasil Brokers, participou dos hotéis Fasano, no Rio, e Blue Tree Towers, em São Paulo.
(OEstadodeSaoPaulo 24/02/10)

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