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Aluguel perde força em BH, mas valor para venda sobe sem parar

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

O preço do aluguel de imóvel residencial começa a perder força em Belo Horizonte, depois de um ano com reajustes que chegaram a ser três vezes maiores do que a inflação do mês. Enquanto isso, o valor médio de venda dos apartamentos continua em alta e não deve ceder nos próximos 12 meses, segundo analistas do setor imobiliário. É o prazo estimado para que os lançamentos das construtoras entrem para o mercado e elevem a oferta.

O preço médio do apartamento na capital teve alta de 32% em 2009, segundo a Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI-MG). Para este ano, a estimativa da entidade é que o valor de venda dos imóveis volte a ter índices semelhantes. A opção de imóveis de dois e três quartos para a venda na classe média continua entre as mais escassas. A transferência da nova sede do governo para a Cidade Administrativa vai continuar a pressionar o preço dos terrenos em toda a região do Vetor Norte, segundo analistas. Nos últimos dois anos, os reajustes de lotes na região chegou a 300%, segundo as imobiliárias.

Em janeiro, o índice de reajuste do aluguel residencial foi de 1,12% na capital. Diferentemente do que vinha acontecendo nos últimos meses, ficou abaixo da inflação no mês, que foi de 1,94%, segundo o IPCA-Ipead, que mostra o comportamento dos preços em Belo Horizonte. Os dados são de pesquisa mensal da CMI-MG, Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (Secovi-MG) e do Instituto de Pesquisas Econômicas e Administrativas (Ipead), da UFMG.

A alta da oferta de imóveis residenciais para locação está ajudando a segurar os preços, segundo o presidente da CMI, Ariano Cavalcanti de Paula. Em janeiro, o aumento da oferta foi de 1,01%. Nos últimos 12 meses, chegou a 34,19%. As vendas maiores de imóveis com o programa Minha casa, minha vida ajudaram a colocar mais unidades habitacionais para locação no mercado. Além disso, a entrada em vigor em janeiro da nova Lei do Inquilinato, que trouxe maior segurança aos proprietários de imóveis, também fez com que os investidores voltassem para o mercado de locação. “A tendência é de termos variações de aluguel menos descoladas da inflação neste ano”, observa Ariano.

O proprietário da imobiliária Imotec, Marcelo José de Moura, atua com venda de imóveis na Região Leste da capital, em bairros como União, Santa Tereza, Sagrada Família, Palmares e Santa Inês. Ele afirma que os preços dos apartamentos dobrou nos últimos dois anos, quando saltaram de R$ 180 mil a R$ 200 mil por um imóvel de três quartos em prédio de três andares e com duas unidades por andar na região para R$ 300 mil a R$ 320 mil. “A Zona Leste está vivendo um boom em função da Linha Verde e Cidade Administativa”, diz.

Alto-falante
Moura adota um marketing agressivo para locação. Ele contratou um carro com som e alto-falante que anuncia a antecipação no pagamento de dois meses de aluguel para o proprietário de imóvel que passar a unidade para a administração da imobiliária. “A procura está maior do que a oferta. E o terreno também está escasso. Estou com uma lista de 15 clientes construtores que querem fazer obras, mas não encontram terrenos”, diz. Na guerra pelo cliente, o marketing também anuncia 50% de desconto na taxa de serviço de despachante para quem comprar o imóvel à vista. Moura afirma que o valor cobrado pelo despachante é de cerca de um salário mínimo.

A queda gradativa do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), que é atrelado ao valor do dólar, ajuda a desacelerar a alta do valor do aluguel, segundo Paulo Tavares, presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de Belo Horizonte (Creci-MG). “Mas, na hora da venda, a valorização de imóvel ainda tende a ser alta. Grandes construtoras compraram terrenos na capital e inflacionaram os preços. Os lançamentos, no entanto, ainda demoram mais de um ano para chegar ao mercado. Enquanto essas obras não forem finalizadas, os preços continuam em alta”, observa Tavares.

A nova Lei do Inquilinato deve elevar a oferta de imóveis para locação entre 25% e 30%, avalia Luiz Antônio Rodrigues, diretor-presidente da Lar Imóveis. “O proprietário que tinha imóvel fechado e problemas com o inquilinos vai voltar para o mercado”, avalia Rodrigues. Ele estima que o preço do aluguel de imóveis de luxo pode até cair. “Esses imóveis são mais difíceis de locar”, diz. O Vetor Norte, na sua opinião, é a “bola da vez”. O grupo Vitória da União tem 10 condomínios no Vetor Norte. “Nos últimos dois anos, o preço dos lotes subiu 300% em toda a região”, observa Adevailde Veloso, diretor comercial do grupo. (Uai-EstadoMinas)

1 comentários:

Dymaima 13 de maio de 2010 10:44  

Argentina tem muitos lugares incríveis para visitar! O alugel ganha força ano tras ano com os turistas. Estive procurando por aluguel apartamentos Buenos Aires e encontrei um site espetacular com informação de todo o pais. Recomendável!

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