Minha Casa, Minha Vida contratou 229,9 mil moradias em oito meses
sábado, 26 de dezembro de 2009
Previsão do governo era terminar ano com 400 mil contratações.Resultado do programa frustrou também o mercado imobiliário.
O programa Minha Casa, Minha Vida, lançado pelo governo federal em 25 de março desse ano, fecha 2009 com 229,9 mil moradias contratadas em todo país, o que representa pouco mais de 22,9% da meta anunciada há mais de oito meses de construir 1 milhão de unidades habitacionais.
O resultado frustrou o mercado imobiliário, que esperava que o nível de contratação alcançasse pelo menos 400 mil moradias até o fim de 2009, como garantido pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, em outubro.
O resultado frustrou o mercado imobiliário, que esperava que o nível de contratação alcançasse pelo menos 400 mil moradias até o fim de 2009, como garantido pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, em outubro.
"Nossa previsão é encerrar o ano de 2009 em 400 mil unidades, ou seja, 40% da meta de 1 milhão de moradias estará contratada até o final de dezembro", afirmou.
Levantamento feito pela Caixa Econômica Federal, com dados fechados até o último dia 21 de dezembro, mostra que dessas 229,9 mil moradias, 60,3% (139,9 mil) estão sendo financiadas por famílias com renda até três salários mínimos. Outros 28,7% (66,2 mil) dos financiamentos são destinados para quem recebe entre três e seis salários mínimos. E o restante, 10,3% (23,8 mil) das unidades habitacionais, foi contratado por pessoas que têm renda entre seis de dez salários mínimos.
Os contratos já assinados pela Caixa Econômica Federal (CEF) somam R$ 11,6 bilhões. O balanço mostra um avanço significativo em relação às contratações feitas até o início de outubro, quando apenas 89 mil unidades habitacionais tinham sido contratadas. Contudo, o ritmo de contratações ainda é baixo. À época, o presidente da CBIC, Paulo Simão, disse que esperava que até o final do ano a Caixa já tivesse concluído a contratação de pelo menos 400 mil unidades.
Agora, ele lamenta o resultado. “É uma pena que não tenhamos conseguido atingir nossa meta de contratar pelo menos 400 mil unidades até o final desse ano. Vamos pedir para a Caixa acelerar esse ritmo para atender o programa. Há muitas dificuldades burocráticas”, comentou.
Segundo ele, se aquele objetivo fosse cumprido, seria possível contratar até junho do ano que vem 750 mil moradias, o que representaria o atendimento de 75% da meta estabelecida pelo governo. “Temos que acelerar muito se quisermos atingir aquela meta de 750 mil contratações. Ainda é possível, mas ficou mais difícil. Temos que fazer um grande esforço no primeiro trimestre”, lamenta.
Até o final de novembro, a Caixa já tinha recebido das construtoras e de pessoas físicas 2.753 projetos (incluindo os já aprovados). Esses projetos prevêem a construção de 567,1 mil moradias. Ou seja, descontadas as unidades habitacionais já contratadas (176,3 mil), a Caixa está analisando a contratação de mais 390,7 mil moradias.
Estados
Um outro levantamento feito pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) junto a Caixa mostra também uma grande disparidade no ritmo de execução do programa entre os estados. Nesse caso, os dados foram computados até o final de novembro. Na Bahia, por exemplo, a meta do governo era construir 80.744 moradias. Até agora, foram contratadas 25.716 moradias, 31,8% do projetado. E há propostas para construção de 95.876 casas.
Um outro levantamento feito pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) junto a Caixa mostra também uma grande disparidade no ritmo de execução do programa entre os estados. Nesse caso, os dados foram computados até o final de novembro. Na Bahia, por exemplo, a meta do governo era construir 80.744 moradias. Até agora, foram contratadas 25.716 moradias, 31,8% do projetado. E há propostas para construção de 95.876 casas.
Em Goiás, já foram apresentadas propostas para contratação de 26.311 unidades habitacionais, 95,3% do previsto inicialmente pelo governo (27.613 moradias).
Contudo, em 17 unidades da federação, após oito meses de execução, o programa ainda patina. Nesses locais, mais de 40% da meta ainda não foi coberta por propostas. Entre esses estados estão Rio de Janeiro e São Paulo, onde há grande concentração do déficit habitacional do país.
No Amapá e no Amazonas é onde o governo mais tem problemas para fazer o programa deslanchar. No primeiro, a meta do governo era construir 4.589 unidades habitacionais e até agora apenas nove foram contratadas. E há projetos em análise para construção de 460. No segundo, a meta era levantar 22.238 moradas e até agora apenas 825 foram contratadas pela Caixa Econômica Federal, que analisa projetos para construção de outras 1.940 unidades no estado.
A solução para atingir a meta global do programa, segundo Simão, é fazer com que o programa dê prioridade aos estados onde há maior demanda e depois ir ajustando os problemas nas localidades onde o “Minha Casa, Minha Vida” ainda não é realidade.
“No começo de janeiro vamos nos reunir com a ministra Dilma Rousseff [Casa Civil] e propor a ela que isso seja feito. Que as unidades não construídas em alguns estados tenham seu orçamento direcionado para outros onde o programa vai bem”, disse. Segundo ele, o maior problema de algumas prefeituras e governos estaduais são a burocracia e a falta de terrenos para construção de moradias.
Na região Nordeste, a meta governista é construir 343.197 moradias e até agora foram contratadas 59.591. Na região Norte, está prevista a construção de 103.018 unidades habitacionais e a Caixa contratou 7.369 delas. No Centro-Oeste, a meta é de 69.785 moradas e os contratos já somam 17.937 unidades. No Sudeste, o governo prevê a construção de 363.984 e já contratou 59.474. No Sul, a previsão é levantar 120.016 novas unidades habitacionais e até agora foram contratadas 32.008 delas. (fonte:G1)












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