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Anunciadas medidas para facilitar compra de imóvel financiado

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Vamos concentrar certidões em um único cartório', diz Guido Mantega.
Pessoas poderão dar imóvel já quitado como garantia e ter juros menores.


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quarta-feira (20) medidas para facilitar a compra de imóveis financiados. O governo também vai facilitar a concessão do crédito consignado para trabalhadores do setor privado, além da retomada de garantias – como automóveis e caminhões – pelos bancos, em caso de inadimplência.


VEJA AS MEDIDAS ANUNCIADAS NESTA QUARTA
1) Centralização de certidões
Um só cartório vai concentrar todos os documentos do imóvel
2) Imóvel usado como garantia
Comprador vai poder dar imóvel como garantia para financiamento de outro, ou para compra de outros bens, com recursos captados na poupança
3) Letras Imobiliárias Garantidas
Bancos vão poder emitir novo tipo de título, que será isento de Imposto de Renda, para captar mais recursos e emprestar para financiamento da compra de imóveis
4) Crédito consignado
Bancos poderão conceder empréstimos consignados, em que as parcelas serão debitadas no salário do trabalhador do setor privado com mais facilidades. Com isso, os juros serão menores
5) Retomada de garantias
Governo vai criar uma modalidade de crédito em que será mais fácil para o banco retomar o bem em caso de inadimplência. Como as garantias aumentam, a expectativa é que o juro baixe
Segundo Mantega, o governo reduzirá a necessidade de ir a vários cartórios em busca de certidões. "A partir de agora, vamos concentrar em um único cartório, que vai dar todas. Isso dá segurança jurídica porque vai ter um panorama de todas as transações deste imóvel. Não tem possibilidade de furo. Vai simplificar a vida do comprador", declarou. A decisão será implementada por meio de Medida Provisória a ser enviada ao Congresso Nacional nos próximos dias.

Além disso, o governo também passará a permitir que as pessoas concedam imóveis já quitados como garantia para a compra de outra casa própria com recursos da poupança. "Poderá usar esse imóvel como garantia para levantar um financiamento. Poderá usufruir de um financiamento cuja origem é a poupança. O juro fica mais barato", afirmou Mantega, acrescentando que a regulamentação se dará por meio de resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Nessa modalidade de crédito, garantida pelo imóvel quitado, parte dos recursos da caderneta de poupança aplicados no mercado imobiliário poderá ser usado. O limite é de 3% dos recursos captados na caderneta de poupança. O crédito, além de poder ser usado para a compra de outra casa própria, também poderá ser usado para "qualquer finalidade". A expectativa é que essa modalidade possa gerar até R$ 16 bilhões em novas operações.

Entretanto, nessa nova modalidade de crédito, garantida pelo imóvel, o cliente pode perder seu imóvel no caso de inadimplência. "O cliente não pode dar o mesmo imóvel como garantia para duas operações de crédito, ou alavancar operações com derivativos [mercado futuro], por exemplo", acrescentou o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Paulo Rogério Caffarelli.

Outra medida anunciada pelo ministro da Fazenda foi a criação de um novo tipo de título a ser emitido pelos bancos para obter recursos para financiar novas operações de compra da casa própria pela população. Esse novo papel será isento da cobrança do Imposto de Renda.

"Com as Letras Imobiliárias Garantidas, um novo título que está sendo lançado, a ser emitido pelas instituições que têm carteira de financiamento imobiliário, vamos permitir que essas instituições tenham 'funding' [acesso a recursos] adicional. Esse novo papel não paga Imposto de Renda. É mais garantido que outros títulos", explicou Mantega, dizendo que a decisão será implementada por meio de Medida Provisória.(G1)

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Oferta de imóveis em BH recua em julho

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Número de unidades comerciais cai 7,43%, enquanto que no segmento residencial foi registrada queda de 4,33%


Os preços cobrados ficaram praticamente estáveis/Alisson J. Silva
Embora continue alta, a oferta de imóveis para locação em Belo Horizonte caiu em julho na comparação com junho. No mês passado, houve queda de 7,53% no número de unidades comerciais disponíveis, enquanto que no segmento residencial foi registrada redução de 4,33%. Por outro lado, os preços cobrados permaneceram praticamente estáveis, com aumentos de 0,29% e de 0,41%, respectivamente.

Os dados são da pesquisa mensal realizada pela Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG) e pelo Instituto de Pesquisas Econômicas e Administrativas (Ipead), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, houve crescimento de 3,91% na oferta de imóveis comerciais na Capital e de 7,68% na de residências. Já nos últimos 12 meses, os acréscimos foram de 54,34% e 36,25%, respectivamente.

De acordo com a vice-presidente da entidade, Cássia Ximenes, a oferta está estabilizada e a tendência é de acomodação dos preços. "No caso dos imóveis comerciais, nós tínhamos uma demanda reprimida no mercado há alguns anos que foi sendo suprida e a procura se acomodou", afirmou.

Porém, segundo ela, a locação de imóveis para comitê de campanha política pode ter favorecido a queda na oferta verificada no mês passado. "Não temos números que comprovem isso. Mas é comum esse tipo de demanda em ano eleitoral", disse.

Média - Em julho, o aumento no valor médio dos imóveis comerciais (0,41%) superou a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficou de 0,1% no período. No acumulado de 2014, no entanto, o incremento foi de 3,98%, ficando abaixo da taxa de inflação no mesmo intervalo, de 4,38%. Já nos últimos 12 meses, a variação nos preços foi de 6,67%, um pouco abaixo da inflação, de 6,73%.

Cássia argumenta que, com o aumento registrado no mês passado, houve diminuição da diferença entre a valorização acumulada do aluguel e a inflação no período. No mês passado, os preços de aluguéis comerciais apresentaram as seguintes variações: andares corridos (0,32%), casas comerciais (0,29%), galpões (0,78%), lojas (0,39%) e salas (0,41%).


A média dos aluguéis dos comerciais é de R$ 14,93 o metro quadrado para andar corrido em bairros populares; R$ 19,27 nos de médio padrão; R$ 22,21 o o metro quadrado nos de alto padrão e R$ 42,10 o metro quadrado nos de luxo. Uma loja de frente, por exemplo, tem valor médio de R$ 18,22 o metro quadrado em bairros de padrão popular; R$ 21,44 nos de médio; R$ 32,08 nos de alto e R$ 48,54 nos de luxo.

"Os aluguéis dos imóveis comerciais reagiram. Embora a economia esteja praticamente estagnada, as pessoas continuaram alugando e concretizando seus planos", ressaltou.

Já a variação geral por tipo de residência indica elevações para apartamentos (0,24%), barracões (0,39%) e casas (0,74%). Segundo as classes de bairros, os aluguéis de apartamentos, principal tipo imobiliário, apresentaram as seguintes variações: popular (0,26%), médio (0,49%), alto (0,11%) e luxo (0,23%).

Por outro lado, a dirigente considera impossível qualquer previsão quanto aos negócios do setor nos próximos meses. "O cenário nunca esteve tão indefinido. Neste ano temos eleições pela frente e as pessoas estão mais criteriosas. Mas, como já disse, o mercado de aluguéis reagiu.  diferente do mercado de vendas, que realmente sofre mais com a estagnação da economia", explicou.(DiarioDoComercio)

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Pesquisa: investimento em imóveis é mais rentável do que aplicações financeiras

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Estudo feito pelo Grupo EPO e Fundação Dom Cabral mostra que apostar no mercado imobiliário traz vantagens maiores do que investimentos como poupança, CDI ou ações
Uma pesquisa confirmou o que o mercado imobiliário belo-horizontino defende há algum tempo: investir em imóveis é mais rentável do que fazer aplicações em poupança, CDI ou mesmo carteira de ações representada pelo índice da Bovespa (Ibovespa). O levantamento, feito pelo Grupo EPO em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC), comparou a taxa de retorno de investimento no mercado imobiliário de BH com o desempenho das principais aplicações financeiras, considerando o período entre janeiro de 2009 a dezembro de 2013. O resultado apontou que o rendimento imobiliário é o mais atrativo, com taxa de 77% de valorização, superior ao CDI, segundo colocado, com 57,7 %. A poupança atingiu 37,8 %, um pouco acima do Ibovespa, com 37,2%.

Como a taxa de retorno do investimento em imóvel foi avaliada considerando não apenas a valorização do bem, mas também os ganhos obtidos com o aluguel, a rentabilidade pode ser ainda maior, chegando a 106,5%. Para Patrícia Becker, gerente de projetos da FDC, trata-se de uma análise histórica de algumas fontes de investimentos, no qual o retorno no mercado imobiliário mostrou-se melhor. “Já foram feitos vários tipos de análise, mas, para esse fim, foi a primeira vez”, afirma a especialista.

Segundo Marcelo Carvalho, gerente comercial do Grupo EPO, a ideia é repetir a pesquisa todos os anos. “Se, desta vez, consideramos a partir de 2009, no ano que vem faremos do período de 2010 a 2015. Assim, teremos sempre o comportamento dos cinco últimos anos”, diz.

Os dados referentes à evolução dos preços de imóveis foram retirados do Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contáveis (Ipead) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na “Pesquisa Construção e Comercialização: Mercado Imobiliário de Belo Horizonte”. Para o cálculo, foi computado o valor médio de venda (R$/m²), o valor médio do aluguel (R$/m²) e a rentabilidade média do aluguel (%) de salas comerciais e andares comerciais corridos em bairros de luxo da cidade. Como referência, foi empregado o índice de preço na Região Centro-Sul. Para Carvalho, outro dado importante da pesquisa é a média de aluguel com a qual se trabalha hoje, referente a 0,45% do valor do imóvel. “É esse o preço que está sendo praticado, agora que o mercado estabilizou.”

E o ganho pode ser ainda maior para quem compra no pré-lançamento de um empreendimento. Segundo Pedro Damásio, sócio da Talent Construtora, que já vendeu 60% do MedCare, prédio comercial exclusivo para a área de saúde no Vila da Serra, além de ganhar com a valorização do imóvel e com o aluguel, caso opte pela locação do bem, o investidor que prefere imóveis pode ainda ganhar a diferença do valor com o qual comprou e com o qual ele chegou ao mercado. “Quem compra um imóvel ainda em construção paga um preço inferior”, explica. Segundo o construtor, todo empreendimento é lançado com uma margem de lucro, mas durante a obra a tabela vai subindo porque o preço vai sendo ajustado.

Pedro vê claramente dois perfis de investidores: um compra o imóvel no pré-lançamento e o vende assim que fica pronto, lucrando essa diferença do que investiu lá atrás e o que o imóvel vale com a entrega das chaves. Outro compra, ganha a mesma diferença e lucra ainda com o aluguel. Para fugir de uma alíquota máxima de Imposto de Renda, que incidiria sobre o valor recebido pelo aluguel, há investidores que chegam a constituir empresas só para operar esse tipo de receita extra. “O imposto, nesse caso, é menos do que a metade, dependendo do regime de tributação de cada empresa”, conta.(EstadodeMinas/LugarCerto)

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Vetor Norte - a nova promessa do mercado imobiliário

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Morar em condomínio no chamado Vetor Norte, integrado pelas cidades de Santa Luzia, Vespasiano, Pedro Leopoldo, Confins e Lagoa Santa, está mais caro a cada dia. Apesar da enorme oferta de terrenos, os preços inflacionaram mais de 500% nos últimos cinco anos, de acordo com corretores da região. O motivo é a migração das classes médias e alta para a região desde que os investimentos públicos do Estado foram direcionados para lá.

A inauguração da Cidade Administrativa do Governo de Minas, às margens da recém-reformada rodovia MG-010, e o projeto da Aerotrópolis (que pretende transformar o entorno do Aeroporto de Confins em um grande centro empresarial e de serviços), fizeram o mercado imobiliário da região explodir.

O corretor imobiliário Mauro Andrade, que há 10 anos atua no segmento, conta que, na cidade de Lagoa Santa, o valor dos terrenos foi catapultado. “Há cinco anos, o metro quadrado era vendido à média de R$ 80,00 em condomínios residenciais. Hoje, o preço está entre R$ 350,00 e R$ 380,00, podendo chegar a R$ 2 mil para pontos comerciais”, revela. “Temos cerca de 70 condomínios na cidade e o menor valor para um lote de 360 m² é R$ 100 mil”, ressalta o corretor.

Para especialistas do setor, a tendência atual é de desaceleração dessa valorização, já que grande parte do desenvolvimento prometido para região implica em obras que são de longo prazo. Astrid Dias, Diretor Executivo da Associação dos Desenvolvedores do Vetor Norte (Avnorte), ressalta que o momento de super aquecimento do mercado já passou.

“No último trimestre, vivemos um momento de adequação dos preços à realidade, depois de um período de altíssima especulação. Até porque o desenho de crescimento para o Vetor Norte é pensado para 30 anos e já começou há uma década”, diz.

A estabilização, porém, não virá por esfriamento da demanda. Vinícius Araújo, Diretor Secretário do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Minas Gerais (Creci-MG), afirma que a região continua sendo a “bola da vez” do mercado imobiliário da região metropolitana. “O Vetor Norte, se comparado, é favorecido até pela topografia. Nele há espaço farto para empreendimentos, sem falar que a capital já está bastante estrangulada”, diz. “O realinhamento de preços pelo qual passa o mercado é um momento de fôlego. Com certeza o setor vai continuar crescendo. É questão de tempo”, completa Araújo.

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Corretores de imóveis devem se adaptar ao mundo digital para se manter no mercado

Corretores de imóveis devem se adaptar ao mundo digital para se manter no mercadoO corretor imobiliário precisa ter diferencial no atendimento, conhecer bem o cenário econômico e postura para transmitir segurança ao se relacionar com o cliente.
Os tempos mudaram. E a forma de procurar um imóvel também. Com a ajuda da tecnologia, essa busca ficou bem mais fácil. Com uma rápida pesquisa na internet, utilizando um simples smartphone, podem-se encontrar diversas opções de imóveis. E elas podem vir com fotos, informações de preço, valor aproximado de condomínio etc. Também pelas redes sociais é possível visualizar detalhes sobre apartamentos, casas, salas comerciais e acessar informações sobre tais imóveis. Ciente dessa nova realidade, os próprios corretores já criam suas páginas para facilitar o relacionamento com o cliente.

Recente pesquisa, realizada por um portal de imóveis, mostra que, nos últimos cinco anos, a busca por um bem via internet aumentou de 3% para 10%. Isso indica que a web e as redes sociais estão se tornando importantes fontes de informações para quem quer adquirir um imóvel. “Hoje, 99% dos clientes vêm a nós depois de passar por uma situação on-line, com todas as informações já checadas. Antes, o cliente não tinha acesso a quase nada, mas, atualmente, consegue saber detalhes significativos para ele, desde a localização do imóvel a simulações de financiamentos”, afirma Fabiano Neaime, diretor da Qualitty Imóveis, imobiliária paulistana com atuação no mercado nacional e no exterior.

Diante desses novos tempos tecnológicos, como os profissionais do mercado imobiliário devem agir? Para o presidente da imobiliária Célula BH, José De Filippo Neto, os corretores não mais vendem imóveis, e sim, informações. “Vivemos na era da informação on-line, em que ninguém tem tempo a perder. É importante que o consumidor esteja atento para saber identificar onde obterá as informações mais completas, atualizadas e, portanto, mais confiáveis. E o corretor precisa estar tecnologicamente preparado para oferecer isso”, diz. Ele revela que 70% do seu público chega à empresa por meio do site da rede, muito pelo fato de os imóveis serem expostos com descrições detalhadas e com fotos. “Assim sendo, tanto o cliente quanto o corretor têm condições de refinar a busca pelo imóvel pretendido, tornando as pesquisas mais assertivas.”

DIRECIONAMENTO 

Fabiano Neaime salienta que o corretor precisa ter um diferencial no atendimento, conhecer bem o mercado e postura para transmitir segurança ao cliente. “Nem sempre os consumidores têm todas as informações corretas nas mãos. Torna-se importante ao profissional conhecer o assunto com profundidade, pois as ferramentas tecnológicas ajudam a direcionar o cliente, mas também podem atrapalhar e confundi-lo. Uma foto mal tirada, por exemplo, pode deixar o cliente inseguro”, completa.

O uso correto da tecnologia, segundo José De Filippo, proporcionou ainda a possibilidade de fomentar e aumentar o número de negócios entre as empresas credenciadas da rede. Isso graças ao compartilhamento on-line das carteiras de imóveis, cuja integração é realizada por um sistema exclusivo, desenvolvido pela própria rede imobiliária.

• Bom profissional

Para quem pretende seguir carreira ou melhorar seu desempenho profissional, é necessário, segundo especialistas, investir em treinamento e buscar informações. Adquirir produtos tecnológicos, como notebooks, smartphones, tablets e câmeras digitais também é importante. Veja a seguir algumas dicas:

» Encare a corretagem de imóveis como uma profissão que precisa de atualização, dedicação e investimentos em formação, seja ela especializada ou em atendimento ao cliente.
» Mantenha uma postura séria, ética e passe segurança ao cliente, tanto na compra quanto na locação.
» Entenda as necessidades dos clientes, assim como seu perfil. O que é bom para um, pode não ser para outro.
» Faça da tecnologia uma aliada. Invista em bons equipamentos e tome cuidado na hora de fotografar os ambientes. Uma foto mal tirada, desfocada e poluída pode desinteressar o cliente.
» Levante as informações sobre o cliente, como o melhor horário para uma ligação, visita ou mesmo para um bate-papo. Evite excesso de ligações em horários inadequados.
» Quando possível, tente contato com o cliente via e-mail, para passar mais detalhes sobre os imóveis, como fotos e plantas. Às vezes, o contato on-line pode ser mais eficaz e rápido no dia a dia.

Fonte: Qualitty Imóveis-LugarCerto

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Apartamentos 'econômicos' têm mais liquidez

Os imóveis com preço abaixo de R$ 400 mil têm se mostrado os mais resistentes à perda de fôlego do mercado imobiliário. Enquanto os empreendimentos de preços mais elevados estão ficando para trás nas vendas, as unidades chamadas de "econômicas" continuam mostrando liquidez elevada.

De acordo com Leandro Caramel, superintendente de Atendimento da imobiliária Habitcasa, empresa da Lopes, os compradores de apartamentos cujos preços extrapolam os R$ 400 mil foram mais contaminados pelo ambiente econômico ruim do País. O menor ritmo de valorização dos imóveis associado às incertezas sobre os rumos da economia brasileira têm inibido esses potenciais compradores, na sua avaliação.

"Os imóveis mais caros são destinados para famílias que já têm uma casa própria e estão buscando um espaço maior. Elas tiveram incremento da renda ou pensam em ter filhos, mas não têm urgência na mudança", explica Caramel. "Esse cliente quer saber o que vai acontecer com os preços e fica mais atento ao andamento do mercado."

Já as unidades econômicas, segundo ele, atendem pessoas que estão fazendo sua primeira compra. É o caso de solteiros ou casais que buscam um imóvel próprio com o objetivo de abandonar o aluguel, sair da casa dos pais ou por causa de planos profissionais. Nesses casos, as perspectivas econômicas têm um peso menor na decisão de compra.

"A consequência é que a velocidade de vendas é boa para os imóveis econômicos, e o estoque está abaixo da média", observa Caramel. De acordo com levantamento realizado pela imobiliária Lopes, do total de 99.014 mil unidades lançadas na cidade de São Paulo nos últimos três anos, 19.530 ainda não foram vendidas, o equivalente a 19,7% do total.

Já dentre os imóveis de até R$ 199 mil, os estoques estão em apenas 6%, nível abaixo da média do mercado. Dentre aqueles com preço de R$ 199 mil a R$ 399 mil, o estoque está em 17%, também abaixo da média. "Existe uma demanda ainda muito forte por esses produtos, apesar do volume lançado ter crescido", diz o superintendente da Habitcasa.

Por outro lado, o estoque está em 23% dentre as unidades de R$ 400 mil a R$ 699 mil, 32% dentre os de R$ 700 mil a R$ 1,49 milhão, e 28% para aqueles com valor acima de R$ 1,5 milhão.

"A grande demanda é no segmento econômico, onde está o comprador do primeiro imóvel. É aí onde temos a maior procura", diz Antônio Guedes, diretor de Operações da PDG Realty. "Aquele comprador que já tem seu imóvel e pensa em se mudar de apartamento fica mais confortável em negociar e demorar mais para a compra", complementa.

Guedes avalia também que a menor elevação dos preços espantou compradores que buscam um imóvel como investimento, pensando em locação e/ou revenda futura. Como o pico da valorização já ocorreu, esses investidores migraram para outros ativos.

Concorrência

A escassez na oferta de imóveis econômicos também ajuda a explicar a liquidez elevada desses empreendimentos. Do ano passado pra cá, muitas incorporadoras em processo de reestruturação optaram por deixar de atuar dentro do programa Minha Casa, Minha Vida, que abrange apenas os imóveis com preços inferiores a R$ 200 mil. Nesse ramo, as empresas obtêm lucratividade mais estreita do que em outros empreendimentos de maior preço.

Para as incorporadoras especializadas no segmento popular, a queda na concorrência foi extremamente favorável. No primeiro semestre, por exemplo, a MRV atingiu R$ 3,05 bilhões em vendas, 23% mais do que no mesmo período do ano passado e recorde em sua história.

De acordo com avaliação de Leonardo Corrêa, diretor de Finanças da MRV, o avanço foi impulsionado ainda pelas condições saudáveis para os compradores de imóveis no segmento econômico, com baixo nível de desemprego e estabilidade na oferta de crédito imobiliário. "O mercado está mostrando resiliência", avalia Corrêa.

Bolsa

Na Bolsa de valores, ações de MRV e Direcional também ganharam importância entre analistas. Em relatório distribuído na última semana, analistas do banco Credit Suisse reiteraram sua preferência por incorporadoras voltadas para o mercado de baixa renda. "As vendas continuam positivas e estamos ficando mais confiantes sobre a terceira fase do programa Minha Casa, Minha Vida", afirmaram.

No mesmo relatório, o Credit baixou os preços-alvo das ações de Cyrela, Even, EzTec, Gafisa, Helbor, Rossi e Tecnisa. "Nossa tese de que a demanda ia esfriar para produtos de renda média parece estar se confirmando, e os dados operacionais do segundo trimestre apontam para uma desaceleração na velocidade de vendas", completaram os analistas.(AE)

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