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Ofertas podem compensar juros maiores

terça-feira, 31 de março de 2015




Operadores analisam a viabilidade de obter empréstimos, apontando a necessidade de pesquisar e não comprometer mais de 30% da renda.



As incertezas geradas diante do cenário econômico atual e o aumento das taxas de juros podem deixar o consumidor inseguro no momento de contrair um financiamento imobiliário. No entanto, embora o impacto da elevação das taxas anunciada pela Caixa Econômica Federal seja significativo - em um financiamento de longo prazo, qualquer meio ponto porcentual a mais pode representar uma diferença considerável no final do processo-, por outro lado, como o mercado está propício para o consumidor pechinchar e tentar fechar negócio por um preço bom, o que pode neutralizar a diferença.

A Caixa responde por 70% do crédito imobiliário do País. "Passado esse período de turbulência na economia, em 2016/ 2017, a tendência é de que os juros voltem a cair. Já os preços dos imóveis devem voltar a subir", afirma Miguel de Oliveira, diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac).

Na opinião do presidente do portal Canal do Crédito, Marcelo Prata, passado o boom dos preços dos imóveis, é possível encontrar ótimas oportunidades de negócios. "Ainda que os juros sigam nos patamares atuais, o crédito imobiliário tem uma das linhas de financiamento mais baratas do mercado. Levando em conta que o imóvel vai valorizar algo próximo à inflação ao ano, podemos dizer que ainda é um bom negócio comprar, mesmo que financiando", alega.



O economista-chefe do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Celso Petrucci, avalia que o ajuste praticado pela Caixa vai interferir pouco no mercado, já que o tíquete médio está em torno de R$ 550 mil, faixa de preço que teve menor correção nas taxas. "Acredito que tenha pouco impacto, porque a atual taxa da Caixa para o Sistema Financeiro da Habitação (SFI) ficou próxima à praticada pelos outros bancos, mas pode ser que as outras instituições também subam as suas", afirma.

"Enquanto isso não ocorrer, a Caixa estará no mesmo patamar dos demais bancos e, dependendo do relacionamento do cliente com a instituição, ele pode conseguir condições mais vantajosas. O importante é o consumidor pesquisar, fazer simulações, comparar condições e não considerar apenas o valor da prestação", afirma Oliveira.

O maior impacto da elevação é para quem pretende comprar imóvel acima de R$ 750 mil pelo Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). Neste caso, a taxa de juros passará de 9,2% para 11% o ano para quem não é cliente da Caixa, uma diferença de 14,35% no valor da prestação. Para o correntista que recebe salário pela instituição, a taxa passou de 9% para 10,5%, ou seja, 13,43% a mais.

Outra dica antes de decidir-se pelo financiamento imobiliário é verificar se as parcelas vão comprometer mais de 30% do orçamento familiar. "É fundamental reunir a família e colocar as contas na ponta do lápis, para saber se realmente pode assumir o compromisso de longo prazo com as prestações da moradia", afirma o presidente da Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências (Amspa), Marco Aurélio Luz.(Abecip)


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IMÓVEL: RENDIMENTO É BAIXO EM 2015

Quem tiver dinheiro na mão para comprar um imóvel para morar pode fazer um bom negócio aproveitando o desaquecimento do mercado.
Por outro lado, quem pretende investir em um segundo imóvel com o objetivo de ganhar com a valorização ou com a renda de aluguel dificilmente conseguirá ganhar muito além da inflação, afirmam especialistas.
O índice geralmente usado para reajustar os contratos de locação, o IGP-M, tem subido abaixo da inflação oficial, medida pelo IPCA. A expectativa dos especialistas é que a valorização dos imóveis, tanto novos quanto antigos, acompanhe a inflação, o que significa ganho real (acima da inflação) baixo para o investidor.

“Não é um bom momento para a pessoa comprar esperando a valorização para ganhar na diferença de preço”, disse Marcelo Prata, presidente do Canal do Crédito, site de comparação de produtos financeiros.
O aluguel perde até para a poupança entre alternativas de investimento pelos próximos 12 meses após desconto de Imposto de Renda.

Já para quem pretende comprar para morar - e portanto, não vê como prioridade retorno financeiro imediato na aquisição - há oportunidades de compra em três frentes principais, diz Celso Amaral, diretor da Geoimovel, empresa de monitoramento imobiliário.
De construtoras com estoques cada vez maiores, precisando vender, de pessoas que compraram unidades na planta e não terão condições de arcar com o financiamento, e de proprietários querendo vender para fazer caixa.

“Se o comprador tem o dinheiro na mão, consegue fazer um bom negócio na compra da moradia, com desconto de 30% a 35% em imóveis novos”, disse.


 Busca por imóvel
A assessora Priscila Silva, 40, pretende aproveitar a oportunidade para se mudar. Com um imóvel quitado na Chácara Santo Antônio (zona Sul de São Paulo), ela busca um apartamento maior ou uma casa de vila. “Meu marido e eu estamos olhando oportunidades e tentando conseguir um desconto”, diz.

Já para quem tem só o dinheiro da entrada é melhor continuar no aluguel pelo menos até 2016, afirmam consultores. Isso porque o cenário para 2015 é de elevação dos juros, o que deve aumentar os custos dos financiamentos.
O planejador financeiro Ricardo Gomes da Silva diz que, em tempos de juros altos, deixar o dinheiro bem aplicado pode cobrir com folga o gasto com o aluguel e ainda inteirar o valor da entrada, ou mesmo do pagamento à vista de um imóvel no futuro.

“Compensa ficar no aluguel e aplicar a diferença entre aluguel e a parcela de um eventual financiamento”, diz. “Com isso, é possível comprar o imóvel à vista em menos da metade dos 30 anos de um financiamento tradicional.”
“Os imóveis vagos são muitos e o aluguel está pressionado para baixo. Isso só reforça a visão de que vale a pena ficar no imóvel alugado com o objetivo de comprar outro”, acrescenta. 

Entrada deve ficar em aplicação de baixo risco.

O dinheiro reservado ao pagamento da entrada de um imóvel deve ser mantido em aplicações de baixo risco. A poupança, que teve perda real de 0,64% em fevereiro -ou seja, perdeu para a inflação-, é uma opção a ser considerada se o horizonte de tempo for de até um ano, diz o planejador financeiro Ricardo Gomes da Silva.
 Acima desse prazo, o ideal é buscar outras aplicações conservadoras, em especial as que seguem os juros do governo (taxa Selic) como as LCI (Letras de Crédito Imobiliário, isentas de Imposto de Renda), fundos DI com taxa baixa de administração e os CDB (Certificados de Depósitos Bancários) pós-fixados.
Há ainda a versão prefixada (com taxa de retorno determinada no momento da compra) desses investimentos, que costumam ter taxas maiores para compensar o risco de alta dos juros.
Ainda na renda fixa, os títulos públicos são uma alternativa que tem dado bom retorno, afirma o planejador Ricardo Gomes da Silva.
“O investidor pode montar um planejamento em cima do Tesouro Direto. As NTN-B (Nota do Tesouro Nacional Série B), que são remuneradas por juros mais correção pelo IPCA (índice oficial de inflação), são indicadas no atual momento de aumento do custo de vida”, diz.
Já a renda variável deve ser evitada, a não ser em casos em que o horizonte de tempo do investidor seja acima de cinco anos. Nesse caso, uma opção para diversificar é aplicar em ETF (fundo com cota negociada na Bolsa), que replica um índice setorial, como de bancos e infraestrutura. Produtos atrelados ao setor imobiliário, como fundos imobiliários, devem ser evitados. A razão é que uma desaceleração do mercado pode provocar uma desvalorização desses ativos. (DaFolha)

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IGP-M fica em 0,98% em Março/2015 - Reajuste de Alugueis pelo IGP-M fica em 3,16%

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) variou 0,98%, em março/2015. Em fevereiro, o índice variou 0,27%. Em março de 2014, a variação foi de 1,67%. Em 12 meses, o IGP-M registrou alta de 3,16%. OIGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou taxa de variação de 0,92%. No mês anterior, a taxa foi de -0,09%. O índice relativo aos Bens Finais variou 0,65%, em março. Em fevereiro, este grupo de produtos mostrou variação de 1,18%. Contribuiu para este recuo o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa de variação passou de 7,03% para 4,14%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura combustíveis, o índice de Bens Finais (ex) registrou variação de 0,33%. Em fevereiro, a taxa foi de 0,41%.

O índice referente ao grupo Bens Intermediários variou 0,34%. Em fevereiro, a taxa foi de -0,35%. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa de variação passou de -0,88% para 0,40%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 0,53%, ante -0,21%, em fevereiro.

No estágio inicial da produção, o índice do grupo Matérias-Primas Brutas variou 2,02%, em março. Em fevereiro, o índice registrou variação de -1,32%. Os itens que mais contribuíram para este movimento foram: soja (em grão) (-6,39% para 8,30%), minério de ferro (-3,52% para 1,19%) e milho (em grão) (-1,08% para 3,75%). Em sentido oposto, destacam-se: mandioca (aipim) (10,94% para -1,31%), café (em grão) (1,50% para -3,23%) e algodão (em caroço) (6,41% para 0,49%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 1,42%, em março, ante 1,14%, em fevereiro. Três das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Habitação (1,19% para 2,93%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de 3,68% para 16,84%.

Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Alimentação (0,92% para 1,10%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,39% para 0,72%). Nestas classes de despesa, os destaques partiram dos itens: laticínios (-1,47% para 0,47%) e artigos de higiene e cuidado pessoal(-0,66% para 1,40%), respectivamente.
Em contrapartida, apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos:

Transportes (2,60% para 1,51%);
Comunicação (0,36% para -0,04%);
Despesas Diversas (1,49% para 0,88%);
Educação, Leitura e Recreação (0,86% para 0,81%); e
Vestuário (0,04% para -0,24%).

Nestas classes de despesa, os destaques partiram dos itens: automóvel novo (1,77% para 0,55%),tarifa de telefone móvel (0,58% para 0,10%), cigarros (2,46% para 0,58%), cursos formais (2,71% para -0,01%) e roupas (-0,15% para -0,49%), nesta ordem.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em março, variação de 0,36%, abaixo do resultado de fevereiro, de 0,50%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,41%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,77%. O índice que representa o custo daMão de Obra registrou variação de 0,31%. No mês anterior, este índice registrou taxa de 0,26%. Reajuste alugueis em abril 2015 fica em 3,16%



  Baixe o release completo com tabelas aqui.


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Declaração ao COAF - Governo pode aplicar multa a corretores de imóveis - Prazo termina amanhã 31/03

segunda-feira, 30 de março de 2015

AVISO AOS CORRETORES DE IMÓVEIS de todo o  Brasil

Faça já sua declaração  junto ao COAF. O Prazo termina amanhã 31/03

Pois é lei, e todos os corretores de imóveis Pessoa Física e Jurídica são obrigados a se cadastrar e fazer a declaração.
O prazo para o cadastramento é até 31/03/2015
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Informações da lei:
Nos termos do artigo 9 da Lei 9.613/98, com as modificações introduzidas pela Lei 12.638/12, o cadastramento no site do COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) é obrigatório para todas as pessoas Físicas e Jurídicas que exercem atividades de promoção imobiliária ou compra e venda de imóveis.
A matéria está regulamentada pela Resolução – COFECI N:1.336/2014, e obriga a todas as pessoas físicas e jurídicas, inscritas ou não no CRECI, a declararem todas as transações imobiliárias acima de R$100.000,00 (cem mil reais) em moeda estrangeira, ou qualquer outra que levante suspeitas, como pagamento em espécie, em moeda estrangeira, etc, diretamente no site do COAF.
A DECLARAÇÃO DE INOCORRÊNCIA (quando NÃO houver nenhum fato suspeito a ser declarado) deverá ser feita ANUALMENTE no site do COFECI ou no site do COAF, até 31 de janeiro do ano subsequente. (Este ano foi prorrogado o prazo ate 31/03/2015). No ato da declaração será possível obter o respectivo comprovante impresso. A falta desta declaração acarretará multa, conforme previsto nas Leis supracitadas.
Tanto as pessoas jurídicas, inscritas ou não no CRECI, quanto as pessoas físicas, devem usar o site do COFECI para fazer ANUALMENTE a DECLARAÇÂO DE INOCORRÊNCIA, O COFECI providenciará a remessa automática ao COAF. (Imovelcenter)


Clique aqui para realizar a Declaração de Inocorrência
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Justiça libera aumento do ITBI em Belo Horizonte

sábado, 28 de março de 2015

TJMG cassou a liminar que proibia a PBH a aumentar o valor. Prefeitura espera engordar a arrecadação em R$ 50 milhões ao ano


Os consumidores de imóveis podem preparar o bolso para o aumento de 20% no valor do Imposto sobre Transmissão de Bens e Imóveis (ITBI). O órgão especial do Tribunal de Justiça (TJ-MG) cassou a liminar que proibia a Prefeitura de Belo Horizonte de elevar a alíquota do imposto de 2,5% para 3%, decidindo que o município, como ente da federação, pode tributar e assim elevar o imposto. O acórdão deve ser publicado na próxima semana e a expectativa do município é que a cobrança seja retroativa a maio do ano passado.

Participaram da votação 23 desembargadores e 17 votaram a favor da constitucionalidade da cobrança pela Prefeitura de Belo Horizonte, segundo informou o procurador-geral adjunto do município, Hércules Guerra, que participou da sessão com sustentação em defesa da medida. Segundo ele, a forma como a cobrança retroativa será feita, ainda vai ser avaliada pela PBH. “Em tese quem comprou um imóvel no período que a liminar estava em vigor deve essa diferença ao município”, argumentou Guerra.

O procurador adjunto ressaltou ainda que aqueles que compraram um imóvel no período da liminar receberam nas guias a advertência que a alíquota de 2,5% era provisória e a diferença poderia ser cobrada posteriormente. Quem comprou um imóvel por R$ 300 mil vai ter o valor a pagar pelo ITBI elevado de R$ 7,5 mil para R$ 9 mil. Com a medida a Prefeitura espera engordar a arrecadação em R$ 50 milhões ao ano. “O Tribunal de Justiça reconheceu que o município como ente da federação pode tributar”, reforçou o procurador.

Com a inflação oficial do país medida plo IBGE, acima do teto da meta (6,5%) do governo, atingindo 7,7% nos últimos 12 meses, e o esfraimento generalziado da economia, o presidente da Câmara da Construção Civil da Federação das Indústria sde Minas Gerais (Fiemg), Teodomiro Diniz Camargo diz que o reajuste da alíquota é inapropriado e chega em um momento ruim, quando o mercado imobiliário reduziu o ritmo. “Não há espaço para aumento de imposto no país”, ressaltou. Na opinião do executivo, a cobrança não poderá ser retroativa, mas sim passar a valer a partir da publicação da decisão do TJ. “A liminar durante sua vigência, suspende a lei”, defendeu.

Um outro problema que afeta o setor é a cotação imobiliária feita pelo poder municipal. “A Prefeitura tem avaliado os imóveis a um preço bem acima do valor real e do mercado. Só quando reclamado, os valores são revistos”, apontou Camargo.

O deputado Fred Costa, autor do questionamento que defendia como ilegal a elevação da alíquota do ITBI, e que culminou na liminar suspendendo o reajuste, foi surpreendido pela decisão de ontem. “Uma péssima notícia para Belo Horizonte”, comentou. Segundo Costa, apesar de ter havido o julgamento do mérito ele vai hoje avaliar a questão para recorrer da decisão no Supremo Tribunal Federal (STF).(EstaMinas)

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PBH planeja cobrar ITBI retroativo

Incidência do adicional de 20% na tributação autorizado pela Justiça vale nas operações feitas desde maio de 2014


Aumentos de energia elétrica, gasolina, serviços e alimentos já pesavam no bolso do consumidor e, agora, é a vez do imposto para comprar um imóvel. A Prefeitura de Belo Horizonte está avaliando como vai cobrar dos contribuintes a diferença de 20%, a maior referente ao Imposto sobre Transmissão de Bens e Imóveis (ITBI). Quem fez compras no mercado imobiliário do município desde maio do ano passado pagou alíquota de 2,5% sobre o valor do imóvel, já que havia liminar em vigência que impedia a PBH de reajustar o tributo. Depois de o Tribunal de Justiça (TJ-MG) ter decidido, por 17 votos a 6, que o município pode elevar a alíquota do ITBI para 3%, haverá cobrança retroativa.

Empresários do setor imobiliário afirmam que a medida chega em um momento inadequado para elevação de impostos, diante da inflação em alta, da desaceleração da atividade econômica e da expectativa de retração da economia em 2015. Outra dose de insatisfação é quanto à avaliação dos imóveis. Há denúncias de que o preço estipulado pela PBH está acima do valor real e de mercado, o que deixa ainda mais pesada a conta do imposto que deve ser recolhido aos cofres públicos, por todos aqueles contribuintes que compram um imóvel.

Segundo o procurador geral adjunto do município, Hércules Guerra, em tese, a cobrança retroativa é devida e será feita depois da publicação do acordão pelo TJMG, o que é esperado para a próxima semana. O procurador admite que cotação de imóveis acima do valor real pode ocorrer. “Isso pode acontecer porque as avaliações são feitas em massa e não individualmente. Nesses casos, o contribuinte pode recorrer e pedir a revisão”, disse. No ano passado, a funcionária pública Raquel Moreira, comprou um apartamento na região Sul da Capital. O susto veio quando a avaliação da Prefeitura ficou perto de R$ 400 mil acima da cotação feita pela perícia da Caixa Econômica Federal (CEF) e também superior ao preço real pago ao vendedor.

Com a discrepância de valores, Raquel elaborou uma petição bem fundamentada reivindicando a revisão. A Prefeitura reconheceu o erro, mas ainda assim manteve o preço em R$ 200 mil acima da avaliação do banco público. “Aguardei 30 dias pela resposta, que deferiu minha petição. Depois desse prazo, precisei aguardar outros 90 dias para receber a restituição do valor que paguei para mais.” Com o recurso, a funcionária pública recuperou mais de R$ 4 mil. “Tive que pagar o valor para depois recorrer. Do contrário não poderia ter a escritura”, destaca.

O reajuste da alíquota deve inflar a arrecadação dos cofres públicos em R$ 50 milhões ao ano. A especialista em direito tributário e coordenadora do Instituto Brasileiro de Estudos Tributários Maria Inês Murgel considera devida a cobrança retroativa do imposto. Ela explica que a liminar, quando cassada, retroage ao período passado (no caso, 1º de maio). “Geralmente o poder judiciário, quando reconhece a legitimidade de uma lei, não altera o texto.” De acordo com a especialista, a princípio, o consumidor pode ser cobrado com juros, mas sem multa, desde que pague a diferença no prazo de 30 dias a contar da data da decisão.

Quem comprou um imóvel a partir de maio de 2014 vai pagar 20% mais. Se o preço da casa ou do apartamento foi de R$ 500 mil, a correção no valor é de R$ 2,5 mil. Nesse caso, o desembolso para quitar o ITBI sobe de R$ 12,5 mil para R$ 15 mil. A ação movida pelo deputado Fred Costa que culminou na liminar foi cassada pelo órgão especial do Tribunal de Justiça. Ele vai recorrer da decisão no Supremo Tribunal Federal.

O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-MG), Paulo Tavares, diz que o reajuste soma-se a um momento de inflação em alta e desaceleração geral da economia, que atinge também o setor de imóveis, com demanda reprimida e oferta relativamente aumentadas. “Muito inoportuno. Um aumento que não vai beneficiar a população”, lamentou.(EstaMinas)

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