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O setor imobiliário no Distrito Federal em 2012

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012


O ano de 2012 será desafiador para o mercado imobiliário nacional. Para os empresários que atuam no Distrito Federal (DF), não poderia ser diferente. Mesmo com o alerta para a possível interrupção do crescimento setorial observado nos últimos anos, o prognóstico para 2012, no DF, é positivo – e não faltam sinalizações nesse sentido.
Enquanto, em 2011, o mercado local encolheu cerca de 20% em relação a 2010, neste ano deverá haver uma recuperação de, no mínimo, 10% ante o período anterior. Uma das receitas para alcançar essa marca será investir na expansão da profissionalização do segmento. Motivação e desenvolvimento das equipes, investimentos em TI e equipamentos, inteligência de mercado, marketing diferenciado e comunicação nas mídias sociais são fatores que devem ser privilegiados pelo setor em 2012.

Vale destacar que, há poucos anos, o nível de negócios anuais da indústria imobiliária no Distrito Federal era bem inferior ao atual. Em 2001, por exemplo, o volume de vendas de imóveis novos na região estava na casa de R$ 1,1 bilhão (valor atualizado pela inflação). Já em 2010, as vendas atingiram uma marca cinco vezes maior: R$ 5,5 bilhões.
Ainda que o mercado do DF tenha suplantado, em vendas, o do Rio de Janeiro em 2010 (situação revertida em 2011), tornando-se o segundo maior do Brasil, esse forte indicador positivo deve ser suportado por um movimento das empresas e dos profissionais em busca da melhoria de condições em todas as etapas do negócio imobiliário.

Existem vários lançamentos represados na capital federal desde o início de 2011 e, como forma de aprimoramento, cabe à administração local estruturar e acelerar o processo de aprovação e liberação desses empreendimentos. O mercado local também aguarda a liberação, por parte do governo, de mais terrenos em seus processos de licitação, o que é fundamental para regular os preços e assegurar a reposição de bons lançamentos.

Há, além disso, a expectativa de que sejam aceleradas as obras de infraestrutura a cargo do governo local em novos bairros, inclusive na área central de Brasília. É o caso do amplamente comentado Noroeste, primeiro bairro ecológico do Brasil.

É preciso ressaltar que o mercado do DF é extremamente sensível às crises políticas, tanto no âmbito local quanto no federal, já que sedia as duas esferas de poder. A retomada das ações administrativas do governo do DF em prol do setor imobiliário acontece depois de anos seguidos de crise política local. Além disso, tivemos também a substituição de sete ministros em onze meses de 2011. Ou seja, foram significativos os ruídos que dificultaram o desempenho das vendas no ano passado. Ainda assim, o volume de negócios permaneceu em níveis mais do que satisfatórios.

A análise de longo prazo corrobora a visão de que, no DF, o imóvel continua sendo insuperável como investimento, quando se trata de lançamentos devidamente planejados – seja no Plano Piloto, área central mais valorizada, ou nas cidades-satélites, como Águas Claras, um dos maiores canteiros de obras do Brasil. De 2001 a 2011, uma sala comercial no Plano Piloto apresentou valorização, já atualizada pela inflação, de 1.100%. Já o comprador de um apartamento em Águas Claras registrou 547% de ganho.

Ainda que seja um ano desafiador para a continuidade do crescimento do mercado imobiliário brasileiro, incorporadores, construtores, investidores e compradores da capital federal têm, em 2012, excelentes perspectivas de negócios.(NoticiasNegocios/DF/porWildemir Demartini)

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SPE lança Novidades no mercado imobiliário do Piauí. Confira!

O boom de construções no Brasil passa a ser a principal novidade no mercado imobiliário mundial e o País se transformará, este ano, no segundo lugar mais atraente para investidores estrangeiros, superando a China e toda a Europa. O crescimento positivo do setor favorece também o crédito imobiliário, que este ano apresentará um volume de cerca de R$ 152 bilhões, segundo projeções divulgadas pelo Sindicato da Construção Civil – SINDUSCON.


E por estar situado numa parcela da economia que parece não desvalorizar, o bom momento pelo qual passa a construção civil impulsionou o surgimento em Teresina de uma nova modalidade de investimento em imóveis: a Sociedade de Propósito Específico (SPE), um tipo de investimento imobiliário em grupo. Esta é constituída por investidores que se reúnem com o objetivo de captar um valor suficiente para subsidiar a construção de um grande empreendimento e em seguida lucrar com a venda das unidades habitacionais ao consumidor final.

Por meio dessa sociedade, a Cilp Imóveis, empresa idealizadora da SPE como produto de investimento, atua como facilitadora, proporcionando a participação das pessoas em modalidades de investimentos que antes eram resguardados apenas para grandes investidores, construtoras e incorporadoras.


“Para investir na SPE, o investidor entra como sócio. O terreno fica em nome da Sociedade, que abre uma conta bancária para receber os recursos para a construção. Essa mesma conta receberá os recursos resultantes da venda das casas para rateio proporcional à quantidade de cotas adquiridas. A rentabilidade projetada do investimento é de 2,2% a 2,8 % ao mês, em até 18 meses. O lucro nessa modalidade ocorre porque o custo da construção é bem inferior ao valor da venda, ou seja, a valorização do metro quadrado não é necessária para se obter o retorno. Nesse formato de investimento, todos são donos e não clientes e o cotista sabe o quanto vai ser gasto do início ao fim da obra”, explica Rafael Dias, arquiteto e coordenador técnico das operações imobiliárias da Cilp Imóveis.

Como funciona a SPE
A SPE é formada por investidores que se reúnem para lucrarem de forma igual na construção de imóveis. O lucro dos participantes é oriundo da venda do imóvel ao consumidor final. Cada investidor participa da sociedade por meio da aquisição de cotas, cujos valores são definidos no início da operação. A SPE é constituída formalmente através de contrato social e CNPJ.


Os investidores, que são sócios no projeto, adquirem as cotas disponíveis através do depósito de recursos em uma conta aberta em nome da SPE. Com a integralização dos recursos, é comprado o terreno onde é construído o empreendimento. Depois de construído o empreendimento são realizadas as vendas das unidades habitacionais. Os recursos obtidos com as vendas retornam à conta bancária e são distribuídos entre os investidores, de acordo com o percentual de cotas de participação dos mesmos.

Empreendimentos da SPE
O primeiro produto da SPE em Teresina é um condomínio de casas que está em fase de construção na zona Leste da capital, o Jardim Botânico, composto por 10 casas de 180m² localizado no bairro Morros, próximo ao buffett San Michel. As casas possuem uma estrutura inovadora que agregam valor e qualidade de vida. “O projeto já é um sucesso. É uma forma de as pessoas físicas participarem de uma realidade bastante confortável e que, atualmente, grande parte das construtoras vem usufruindo”, destaca o arquiteto Rafael Dias.


No condomínio Jardim Botânico, que iniciou em novembro de 2011 com previsão de entrega de 12 meses, foi utilizado o sistema idealizado de cotas, no qual o investidor podia comprar desde uma cota à quantidade máxima permitida por projeto. Nesse condomínio, a cota valia R$ 10.500,00 e 60% das casas foram vendidas nas primeiras semanas.

Os teresinenses aprovaram a ideia da Sociedade de Propósito Específico, tanto que a Cilp já lançou a segunda edição da SPE. A empresa está na fase de intregralização de recursos para a SPE 2, cujo produto final é um condomínio de 30 casas de 160 m², também na zona Leste da cidade. Nesse empreendimento são 270 cotas de R$ 19.500,00.


A CILP
O Grupo Cilp, pioneiro no ramo de investimentos para pessoas físicas em Teresina, foi fundado em 2008, sendo composto por empresas com atividades complementares, capazes, em conjunto, de oferecer as melhores soluções para os investimentos e negócios de seus clientes.

A ideia geral é fomentar e proporcionar negócios lucrativos para os clientes, com a grande vantagem de a própria rede de quase 3.000 clientes cadastrados ter potencial de fazer surgirem com mais facilidade as oportunidades. Exemplo disso é a mais recente empresa do Grupo, a Cilp Imóveis, que já surge para ser a imobiliária responsável pela coordenação das vendas das casas da SPE 2. A Cilp Imóveis já surge com uma carteira significativa de imóveis que clientes do próprio grupo disponibilizaram para venda. Todas as informações sobre a empresa podem ser adquiridas no endereço eletrônico www.cilp.com.br.





(PortalAZ/redação)

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Acomodação do setor imobiliário não impede valorização acima da inflação

Apesar da queda no número de transações, valor total dos negócios cresceu sensivelmente



vale do sereno
Os apartamentos representaram 69,41% das vendas de 2011


A quantidade de apartamentos comercializados em 2011 foi 6,6% inferior à registrada no ano anterior, enquanto a área total negociada foi 3,7% menor na mesma base de comparação. Apesar disso, o valor total das transações sofreu expressivo aumento, de 17,71%, movimentando mais de R$ 6 bilhões no período, contra R$ 4,9 bilhões em 2010.

Na avaliação do presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário (CMI/Secovi-MG), Ariano Cavalcanti de Paula, a queda no volume de negociações indica uma acomodação do setor. “É importante lembrar que o preço vai continuar se valorizando acima da inflação, porém, em ritmo menor”, ressalta.

Os apartamentos representaram 69,41% das vendas realizadas em 2011. No ano, foram vendidos 19.445 imóveis, totalizando 2,36 bilhões de metros quadrados. Em 2010, foram 2,45 bilhões de metros quadrados, distribuídos em 20.827 apartamentos. As transações envolvendo casas, que representaram 12,04% do mercado no ano passado, somaram 3.427 unidades em 2011, queda de 17,08% na comparação com 2010, quando foram vendidos 4.133 imóveis do tipo.

Os dados são da pesquisa Evolução das Transações com Imóveis em Belo Horizonte, realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead-MG) com base na arrecadação da prefeitura com o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI).

Conforme explica o presidente da CMI/Secovi-MG, o mercado imobiliário é cíclico. Para os próximos anos, a expectativa é de redução na quantidade de transações concretizadas e desaceleração gradual da pressão sobre os preços. Passada essa fase, cujo período não foi estimado por ele, a previsão é de retomada da pressão de alta sobre os valores.

A queda drástica nos preços é descartada por Cavalcanti devido à alta demanda pelos apartamentos, principalmente pelos de baixo e médio padrão.

Com relação aos imóveis de alto padrão e luxo, a redução nos preços negociados pode ser mais intensa. “A valorização dos imóveis teve início em 2004 com a recuperação da economia após um período de hiperinflação e trocas consecutivas de moedas”, aponta. A liquidez do mercado brasileiro na época, que permitia os financiamentos, também foi citada por Cavalcanti.

Nos últimos oito anos, o preço médio dos apartamentos em Belo Horizonte subiu 69,24%, passando de R$ 94.972 em 2004 para R$ 308.832,54 no ano passado. No mesmo intervalo, o valor total movimentado pelas vendas dos imóveis saltou de R$ 141,7 milhões para R$ 500,4 milhões, com aumento de 71,6%.

No confronto de 2010 com 2011, o preço médio dos apartamentos também registrou forte alta, passando de R$ 237,2 mil para R$ 308,8 mil, elevação de 30%. Entre 2009 e 2010, os preços aumentaram 18,4%. “É esse percentual que deve começar a reduzir daqui para frente”, comenta. (HojeemDia/EconomiaeNegocios)

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Operações de Credito Imobiliario da CEF cresce 30,5% em janeiro



As operações de crédito imobiliário da CEF (Caixa Econômica Federal) cresceram 30,5% em janeiro de 2012, frente ao mesmo período do ano passado.

As operação totalizaram mais de R$ 12 bilhões em crédito imobiliário; em janeiro de 2011, o número chegou a R$ 8,7 bilhões.

No mês passado, a CEF aplicou na habitação R$ 2,7 bilhões de recursos da poupança, passando de 32,3% para 46,5% a sua participação no mercado imobiliário nesta modalidade. Comparado ao mesmo período de 2011, o crescimento é de 54%.

Para o vice-presidente de Atendimento Distribuição e Negócios da CEF, José Henrique Marques da Cruz, o crédito imobiliário continuará sendo um importante mecanismo de desenvolvimento, geração de emprego, renda e promoção da cidadania.

2011
No ano passado, a carteira imobiliária da CEF apresentou saldo de R$ 152,9 bilhões, com um aumento de 41,1%, frente a 2010. No total foram liberados R$ 80,1 bilhões para a habitação.

Os financiamentos somaram R$ 67,8 bilhões com crescimento de 15,7% frente a 2010. Do total de operações, as que usaram recursos da poupança somaram R$ 36,4 bilhões, enquanto que as que usaram recurso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) somaram R$ 31,3 bilhões

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Valor médio de apartamento em BH é de R$ 308,8 mil

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Valores dos apartamentos tiveram alta de 30% em 2011 em BH

O valor médio dos apartamentos vendidos em Belo Horizonte, em 2011, foi de R$ 308.832,54, 30% maior do que o valor médio de 2010. É o que aponta pesquisa realizada pela Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG) e Instituto de Pesquisas Econômicas e Administrativas da UFMG (Ipead), divulgada ontem. No ano passado, foram vendidos 19.445 apartamentos, 6,6% a menos que em 2010.

Em dezembro do ano passado, o preço médio dos apartamentos chegou a R$ 364.610,53 na capital.

Segundo o levantamento, um apartamento de padrão popular teve preço médio de R$ 187.155,97. Já um imóvel de padrão luxo teve valor médio de R$ 853.258,60 no fechamento do ano passado em Belo Horizonte.(OtempoBH)



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Preço do imóvel dispara em BH



Valor das unidades negociadas na cidade quase dobra em três anos, com número de vendas estável e área em leve queda56
 (Reprodução/Internet/www.skyscrapercity.com)

Imóveis mais caros e menores. É assim que evoluiu o mercado de apartamentos novos em Belo Horizonte em 2011. O valor das negociações das unidades praticamente dobrou nos últimos três anos na capital e a área total transacionada teve queda de vendas por metro quadrado. Em 2011, foram vendidos R$ 6 bilhões em apartamentos em Belo Horizonte, com base no valor arrecadado no Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). É quase o dobro do valor registrado em 2008, quando foram comercializados R$ 3,1 bilhões, segundo o levantamento feito pela Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais, em parceria com o Sindicato da Habitação de Minas Gerais (Secovi-MG) e Fundação Ipead/UFMG.

Ao mesmo tempo em que cresce o valor dos imóveis vendidos, a área negociada cai. Em 2011, foram vendidos 2,36 milhões de metros quadrados em imóveis, contra 2,44 milhões em 2008, revela a pesquisa. “Na década de 80 e 90 o mercado imobiliário ficou praticamente estagnado. Em seguida veio a recuperação econômica do país, que explica a alavancada nos preços”, explica Ariano Cavalcanti, presidente da Câmara do Mercado Imobiliário.

Os apartamentos lideram disparado o volume de transações imobiliárias na capital, com 69,41% do mercado, seguidos das casas, com 12,04%, dos lotes vagos, com 5,56% e das lojas, como 4,88%. No ano passado, o número de apartamentos comercializados na capital teve queda de 1,38 mil unidades, passando de 20.827 em 2010 para 19.445 em 2011. Mas o valor total das unidades vendidas continuou em alta e passou de R$ 4,94 bilhões para R$ 6 bilhões. “A queda no número de unidades vendidas mostra que estamos vivendo momento de acomodação nas vendas”, observa Ariano de Paula.

A acomodação, no entanto, está restrita às vendas. Os preços seguem em escalada. O valor médio dos apartamentos vendidos na capital saltou de R$ 160,07 mil, em 2008, para R$ 308,83 mil no ano passado. Em dezembro de 2011, as unidades chegaram a atingir o pico de R$ 364,61 mil na capital.

As vagas de garagem também tiveram salto de venda nos últimos anos. O valor total negociado saltou de R$ 6,74 milhões em 2009 para R$ 12,10 milhões em 2011. O preço subiu, mas o volume de vendas caiu de 484 para 416 unidades ao ano no período.

Lotes vagos

As transações com lotes vagos despencaram nos últimos anos na capital. O número de unidades vendidas caiu de 3.461 em 2007 para 1.770 em 2011. “Desde 2004 o preço dos lotes vagos está valorizando acima do avanço real de mercado. No ano passado, deu uma estagnada e acho que isso vai ser mantido. Caso contrário, fica inviável fazer os negócios em função dos preços dos lotes”, observa Ariano de Paula.

O aquecimento do mercado imobiliário fez o preço dos terrenos explodir nos últimos dois anos na capital. Em bairros como Lourdes, Funcionários, Sion e Anchieta, o valor do metro quadrado custa hoje até duas vezes mais do que há dois anos. O preço elevado emperra muitos negócios e prejudica lançamentos. A única forma de se construir edifícios na Zona Sul passa a ser por meio da demolição de outro imóvel, como os casarões antigos. Com isso, a especulação ganha força.

IGP-M acumula 3,43% em 12 meses

O Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), que reajusta a maior parte dos contratos de locação imobiliária, perdeu força e registrou deflação de 0,06% em fevereiro, ante inflação de 0,25% em janeiro, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A taxa acumulada do IGP-M é muito usada no cálculo de reajustes de aluguel. Até fevereiro, o indicador acumula taxas de inflação de 0,19% no ano e de 3,43% em 12 meses.

O presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de Minas Gerais (Creci-MG), Paulo Tavares, afirma que a euforia da alta nos imóveis acabou. Segundo ele, as correções nos contratos ainda acontece um pouco acima da inflação, mas “em função das perdas dos últimos anos”. O presidente da CMI, Ariano Cavalcanti, acredita que os preços dos aluguéis vão entrar em uma rota de estabilidade a partir do segundo semestre, pois muitas obras serão finalizadas e a oferta de unidades tende a crescer. O IGP-M costuma ser usado para corrigir os contratos de imóveis em vigor. No vencimento dos contratos (em prazo de três anos), o reajuste de preço ocorre de acordo com as oscilações de mercado. Aí, passa a valer a lei da oferta e da procura.

CUSTOS 

Já o Índice Nacional de Custos da Construção – Mercado (INCC-M) registrou taxa positiva de 0,42% este mês, em comparação com a elevação de 0,67% em janeiro. Dois dos três grupos do INCC tiveram aceleração. Em materiais e equipamentos, a alta de preços passou de 0,27% em janeiro para 0,32% em fevereiro, enquanto em serviços a inflação deste mês foi de 0,73%, acima do 0,68% de janeiro. Em contrapartida, o grupo mão de obra desacelerou, de 0,98% em janeiro para 0,43% neste mês. O período de coleta de preços para cálculo do IGP-M de março foi do dia 21 de janeiro a 20 de fevereiro. (GC)(LUgarcerto/UAI)

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Onda de expansão no mercado imobiliário é favorecida por oferta de crédito de até 40%

O setor imobiliário capixaba continua otimista para 2012. A ideia dos empreendedores é aproveitar a onda de expansão, tanto nos municípios da Grande Vitória quanto em municípios do interior. Outro fator positivo é a oferta de crédito, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), com estimativa de aumento entre 30% e 40%.

O governo federal já anunciou que pretende reforçar a concessão de crédito por meio do Banco do Brasil. Em 2011, a instituição bancária encerrou com quase R$ 7,7 bilhões em financiamento de imóveis. O volume é traduzido por um aumento de 126% em relação ao de 2010, que fechou com R$ 3,4 bilhões. A perspectiva é encerrar 2012 com mais de R$ 12 bilhões.

Em Vitória, o bairro Jardim Camburi continua sendo um cenário positivo para construções. Mas, segundo o último Censo Imobiliário divulgado pelo Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Espírito Santo), o município de Cariacica está surpreendendo com o avanço em construções para uso residencial. Fora da Região Metropolitana, o município de Linhares vem despontando com a procura de terrenos para condomínios, assim como de salas comerciais.

De acordo com o Índice Imobiliário (IMOB) da BM&F Bovespa, a valorização é de 5,21%, com 788 pontos. Em 2010, o IMOB fechou com 1.036 pontos e, em 2011 com 749 pontos. Isso significa um desempenho considerável, pois a pesquisa mede o desempenho das empresas do setor relacionadas também à intermediação imobiliária e à exploração de imóveis.

A alta para 2012 diz respeito, ainda, ao compromisso dos empresários do setor, com maior envergadura e diversidade de empreendimentos. A meta das construtoras é proporcionar fidelidade aos investimentos, a partir da entrega do imóvel dentro do prazo estabelecido no contrato e caprichar na qualidade dos serviços. A manutenção do mercado interno e o aumento da renda familiar são fatores que contribuem para a rotatividade nos negócios imobiliários.

Outra perspectiva que anima empreendedores é que o Brasil, segundo pesquisa da Associação de Investidores Estrangeiros no Setor Imobiliário (Afire, sigla em inglês), será o segundo melhor mercado imobiliário do mundo na atração de investidores estrangeiros. Mesmo em crise, os Estados Unidos ainda continuam no topo das especulações.(Século Diário / ES,)

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