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Pesquisa: Maioria dos que buscam imóveis desconhece etapas da compra

sábado, 20 de setembro de 2014

Levantamento do site VivaReal mostra que 65,7% dos usuários têm pouco ou nenhum conhecimento sobre o passo a passo da compra ou da locação 

Imóveis residenciais na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro
Imóveis na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro: Maioria busca primeira moradia
São Paulo - O contrato, o financiamento, a visita a cartórios, a emissão de documentos e a vistoria são etapas desconhecidas pela maioria dos interessados em comprar ou alugar imóveis, de acordo com levantamento feito pelo portal imobiliário VivaReal.
Entre os mil usuários entrevistados, 65,7% declararam ter pouco ou nenhum conhecimento sobre o passo a passo para a compra do imóvel, e 60,2% não sabem quais são as etapas para fechar o contrato de locação.
A pesquisa, realizada com usuários que acessaram o VivaReal, mostrou também que  maioria (61%) dos que buscam uma nova casa pelo site não tem outro imóvel, e 69% querem encontrar um imóvel residencial.
Localização é essencial
Para 52,7%, o endereço é o critério mais relevante para a escolha do imóvel, seguido pela facilidade de acesso ao transporte público, distância de estabelecimentos comerciais. O preço da unidade aparece apenas em quarto lugar.
O resultado mostra que os compradores buscam em primeiro lugar escolher a região para, somente depois, verificar quais imóveis cabem no seu orçamento.
Especialistas e imobiliárias são buscados por 48,3% dos compradores que desejam obter informações sobre financiamentos e contratos.
Para saber mais sobre a qualidade de vida da região onde o imóvel está localizado e outros aspectos subjetivos, 37,6% buscam recomendações da família e amigos. (Exame)

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Locação - Os bairros mais caros para alugar imóveis em SP

Nos últimos seis anos, o preço do metro quadrado para locação de apartamentos na cidade dobrou em 16 bairros 

Escritórios na Vila Olímpia, em São Paulo
Vila Olímpia, em São Paulo: Preço médio do metro quadrado no bairro atinge 61 reais
São Paulo - Levantamento da imobiliária Coelho da Fonseca aponta que a Vila Olímpia e o Itaim são os bairros mais caros para aluguel de apartamentos na cidade de São Paulo. Ambos registram preço médio do metro quadrado de 61 reais no ano, de janeiro a agosto deste ano. 
No ranking de aluguéis mais caros, os dois bairros, localizados na zona sul da cidade, são seguidos pela Vila Nova Conceição, no qual o preço médio do metro quadrado para locação é de 59 reais; Brooklin Novo, que registra preço médio de 53 reais; e Moema, de 46 reais. 
Quem busca alugar um imóvel de 50 metros quadrados na Vila Olímpia ou Itaim, pode pagar, em média, 3.050 reais por mês. Já quem procura um apartamento de 100 metros quadrados, vai encontrar um preço médio de 6.100 reais mensais. 
A Vila Olímpia se destaca no levantamento porque o bairro é a grande aposta do mercado imobiliário na cidade, segundo Fernando Sita, diretor de comercialização de imóveis de terceiros da imobiliária."Diversos empreendimentos estão sendo construídos e lançados agora na região".
Além de o bairro estar localizado próximo a dois parques, dois shoppings centers e ao aeroporto de Congonhas, também ganhou novos prédios comerciais. "Quem aluga na região tem fácil acesso ao trabalho", diz o diretor.
A Vila Olímpia, porém, não tem muitas opções de apartamentos de alto padrão com metragens altas. Quem busca esse tipo de imóvel acaba optando por bairros próximos, como Vila Nova Conceição e Itaim, o que faz com que os preços do aluguel também registrem alta nessas regiões.
A pesquisa leva em consideração apenas apartamentos novos e usados e os preços médios foram retirados da base de 450 imóveis comercializados pela imobiliária em 16 bairros entre janeiro e agosto de 2014. 
Os preços para aluguel de apartamentos nos 16 bairros dobrou nos últimos seis anos, de 21 reais para 41,3 reais, segundo o levantamento da Coelho da Fonseca.
Confira os resultados da pesquisa na tabela a seguir:
Valor médio do metro quadrado de apartamentos 
BairroPreço (R$)
Vila Olímpia61
Itaim61
Vila Nova Conceição59
Brooklin Novo53
Moema46
Pinheiros46
Jardins42
Alto da Boa Vista42
Campo Belo41
Perdizes39
Alto dos Pinheiros39
Vila Mariana39
Higienópolis38
Centro33
Alphaville33
Morumbi31
Fonte: Coelho da Fonseca
Valorização
Desde o ano passado, apartamentos para alugar com quatro ou mais dormitórios foram os que mais se valorizaram nos bairros pesquisados, segundo o levantamento da imobiliária. 
Esses apartamentos tiveram, em média, alta de 15% no preço do metro quadrado e registram valor médio de 47 reais por metro quadrado.
Apartamentos com dois quartos também registraram valorização no período. A alta média do preço nesse tipo de imóvel foi de 13%, e o valor médio do metro quadrado atingiu 46 reais.
Fernando Sita explica que a valorização desses apartamentos aconteceu pela falta de imóveis novos de dois e quatro dormitórios nos bairros pesquisados, o que valorizou o aluguel de imóveis usados. 
Já o preço do metro quadrado médio para locação de apartamentos com três dormitórios aumentou 3% nos 16 bairros desde o ano passado, para 41 reais, enquanto o valor médio do aluguel de apartamentos com um quarto caiu 13% no período, para 50 reais o metro quadrado.
A queda nos preços dos imóveis de um quarto aconteceu pelo aumento dos lançamentos dessa categoria de imóveis nos bairros pesquisados, que absorveram a demanda na região. "Estes novos empreendimentos foram ocupados e há menos imóveis desse tipo para alugar agora", afirma o diretor da imobiliária. . (Exame)

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PREFEITURA DE BH LANÇA PROGRAMA "EM DIA COM A CIDADE."

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Cidadãos e empresas poderão obter descontos especiais no pagamento de débitos com o Município vencidos até 31 de dezembro de 2013

Para estimular a regularização de débitos de empresas e cidadãos com a Administração Municipal, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Finanças, lançou ontem o programa “Em Dia com a Cidade”. Com esse programa, a PBH oferece a pessoas físicas e jurídicas, e também a entidades de direito privado sem fins lucrativos, a oportunidade de regularizar débitos com o Município, vencidos até 31 de dezembro de 2013, com descontos especiais em multas e juros moratórios, e, conforme o caso, novo cálculo dos honorários advocatícios. A Lei nº 10.752, que rege o programa, foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) de ontem.

Com o programa “Em Dia com a Cidade”, que tem duração de 120 dias a partir da publicação do decreto, a Prefeitura tem por objetivo incrementar a arrecadação e possibilitar novos investimentos no município, além de reduzir o volume de ações judiciais, gerando economia de tempo e custo para a Administração. Para o secretário municipal adjunto de Arrecadações, Omar Pinto Domingos, a iniciativa possibilita que o cidadão ou empresa quite, com benefícios, uma ou mais dívidas com a Prefeitura. “O contribuinte inadimplente, que está sujeito à execução fiscal e a processos, tem a oportunidade de regularizar sua situação com o município, podendo retomar suas atividades”, destacou.

Poderão ser incluídos no programa os débitos inscritos ou não em dívida ativa, ajuizados ou não, que tenham sido objeto de notificação ou autuação, denunciados ou confessados espontaneamente, ou ainda, que estejam com saldo de parcelamento cancelado ou em curso. O Imposto Sobre Serviços (ISS), o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e taxas municipais, como as de fiscalização, são alguns exemplos.

Não se aplicam os descontos do “Em Dia com a Cidade” para débitos vencidos após 31 de dezembro de 2013, débitos decorrentes de lei editada fora do âmbito de competência do município de Belo Horizonte, como, por exemplo, multas de trânsito, débitos que já foram objeto de transação, débitos já compensados, débitos oriundos do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) retido na fonte e não recolhido nos prazos estabelecidos na legislação municipal, e débitos incluídos nos programas “Esporte para Todos” e “BH Mais Saúde”.

O pagamento poderá ser efetuado à vista, com descontos nos valores das multas e juros moratórios de 90% para quitação em até 30 dias, 85% para quitação em até 60 dias, e 80% para quitação em até 90 dias. Haverá, ainda, a opção pelo pagamento parcelado, com descontos que variam de 70% a 40%, conforme o número de parcelas. É importante lembrar que o contribuinte tem a opção de escolher a dívida que será quitada, caso ele possua mais de uma. O vencimento da primeira parcela ocorrerá 15 dias a partir da emissão da guia.(DOM-PBH)

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Apartamentos compactos, aconchego e praticidade

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

O conceito de imóveis super pequenos estourou em São Paulo e, aos poucos, chega ao mercado mineiro com projetos bem aproveitados e organizados

Como reflexo de uma vida prática e moderna, há quem prefira morar em apartamentos bem pequenos. O conceito de imóveis ultracompactos estourou em São Paulo e, aos poucos, chega ao mercado mineiro. Em Paris e Tóquio, chega-se ao extremo de encontrar residências de nove metros quadrados (m²). Apesar de ser bastante reduzido, o espaço deve ser bem aproveitado e organizado para facilitar a vida dos moradores.


Para o empresário Teodomiro Diniz Camargos, os apartamentos compactos são uma tendência nas áreas centrais em todo o mundo. Por isso, mais uma vez ele aposta em empreendimentos com esse conceito no Centro de Belo Horizonte. “É uma região muito procurada por um público que não quer morar em apartamento grande para ter trabalho. Quer conforto, simplicidade e estar próximo de serviço, comércio, lazer e mobilidade”, avalia. O prédio do antigo Hotel Excelsior, na Rua Caetés, que já abrigou a sede da Zurich Minas Brasil Seguros, terá, a partir de março do ano que vem, unidades de 28m², todas sem paredes divisórias, seguindo o padrão de loft, a partir de R$ 230 mil.

 compradores de apartamentos compactos. De acordo com o diretor da Construtora Diniz Camargos, idosos, casais sem filhos, separados, solteiros e estudantes estarão entre os condôminos do Excelsior Residence, assim como empresas que precisam de alojamento para executivos, pessoas do interior que querem uma casa na capital e investidores. “A preocupação é deixar o condomínio o mais barato possível, porque os moradores não estão dispostos a pagar caro”, destaca. Diniz adianta que a construtora planeja mais dois empreendimentos do tipo no Centro.

A neuropsicóloga Luciana Alves, de 40 anos, não se enxerga em um apartamento grande. Há 10, ela vive em 24m² e não sente falta de espaço. “Escolhi um menor porque, na época, me atendia do ponto de vista financeiro e de espaço. Sou muito prática e sempre pensei que, quando tivesse meu canto, teria tamanho suficiente para viver.” Para aproveitar bem a área, a cama também é um armário, a lavadora e centrífuga ficam no banheiro e a roupa é dependurada no cabide para secar. O lugar onde ficava o fogão, pouco aproveitado, serviu para aumentar a bancada, que é usado para receber amigos, comer ou trabalhar. De mudança, Luciana optou por um imóvel de 38m². “Vai ser o mesmo que morar em um palácio”, brinca.

Facilidade 

A Patrimar se surpreendeu com a procura por unidades do Manhattan Square, na Savassi, com metragem a partir de 18m². Em três semanas, 95% dos apartamentos foram vendidos. Pensando em facilitar ainda mais a vida dos moradores, serão oferecidos vários serviços. Na taxa de condomínio estarão incluídos o serviço de concierge e uma arrumação básica, que prevê higienização de pias e vasos sanitários, retirada de lixo e arrumação das camas todos os dias, exceto aos domingos e feriados. Cyber laundry, lavandeira na garagem com internet grátis, manutenção e pequenos reparos e faxina completa estão entre os serviços pagos. “O morador liga para o concierge e solicita o serviço que precisar”, diz o diretor comercial e de marketing, Lucas Couto.

O espaço reduzido no interior da residência é compensado por uma ampla área de lazer. A unidade de 36m² custa em torno de R$ 500 mil. “A grande diferença do apartamento compacto é abranger uma fatia muito maior de mercado, diferentemente de outras tipologias. Se lanço um de 300m², o nicho é muito mais específico e menor”, comenta Couto. A Patrimar já está com mais projetos com as mesmas características em tramitação na prefeitura.(LugarCerto/EM)

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Mercado Imobiliario BH - Oferta maior que a procura trava aluguel comercial

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A balança do mercado de aluguel de imóveis comerciais pendeu para o lado dos inquilinos. E a razão disso é o aumento da oferta de salas, lojas, casas, galpões e andares corridos, que tem elevado o poder de barganha de quem procura um imóvel para alugar. Essa é a consta-tação das imobiliárias, que assistem a um fenômeno alavancado pela explosão imobiliária de meados da década passada e que resultou em uma oferta maior do que a procura.

De acordo com o balanço mensal da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), entre junho e julho o valor médio dos alugueis comerciais teve alta de 0,41%, em quase todos os tipos de imóveis, exceto andares corridos.

Segundo o Ipead, em julho de 2012, o valor médio dos alugueis acumulou alta de 2,07% sobre a inflação. Hoje, a variação é praticamente zero, o que indica que os preços pararam de subir.

Segundo o presidente da Comissão de Direito Imobiliário da OAB/MG e diretor da Caixa Imobiliária, Kênio de Souza Pereira, houve uma euforia no cenário econômico na época dos lançamentos dos empreendimentos que não se reflete atualmente.

“No Brasil existe uma tendência de se projetar um empreendimento dentro de um determinado cenário e, na hora da conclusão, a situação é totalmente diferente. Vivemos em um país em que a economia muda em três anos. Era esperado um aquecimento da economia, mas estamos em um processo de desaquecimento. Tivemos dois trimestres de crescimento negativo e agora a projeção do PIB é zero. E no contexto dos aluguéis, a menor demanda por imóveis conjugada com a maior oferta desestimula o preço”, explica Pereira.

Para o gerente da Prolar, Farlei Antônio da Silva, o cenário não é alarmante e momentos de excesso de oferta são naturais. “O aumento da oferta de imóveis para locação é um reflexo daquela explosão imobiliária que teve início há oito anos, e que começaram a ser entregues. Mas não significa que há um encolhimento da economia, e sim um crescimento de oferta que, por sua vez, derruba os preços. Mas tenho certeza de que, daqui a um ano, o quadro será inverso. Digo isso porque já vivemos um momento semelhante em 2000 e é natural o aumento da demanda. É um movimento sazonal”, observa.

Para o proprietário da Multimóveis, Paulo Roberto Gomes, o cenário futuro não é tão promissor e o volume de novos imóveis lançados nos últimos três anos dificilmente será absorvido em médio prazo. “Hoje há mais imóveis comerciais para alugar do que empreendedores para abrir negócios. Ou seja, o setor imobiliário tem feito uma dança das cadeiras ao reverso, em que há mais cadeiras do que gente para se sentar”, afirma.

Andar corrido teve alta de 166%
A oferta de imóveis comerciais cresceu 54% entre julho de 2014 e julho de 2013, de acordo com o balanço do Ipead. Alguns tipos de imóveis tiveram um aumento de oferta de 166%, como o caso dos andares corridos, que em julho de 2013 somavam 240 unidades em oferta. Hoje, esse número é de 640 e os especialistas acreditam que vai sobrar imóvel vazio.

“Há seis anos, havia uma demanda muito tímida por esse tipo de imóvel. No entanto, as construtoras iniciaram um processo de valorização dos andares corridos e captaram investidores que embarcaram nessa tendência com a promessa de bom retorno. O problema é que são imóveis de aluguéis caros, e com o agravante do IPTU muito alto, além do condomínio”, pontua Gomes.

De acordo com Kênio de Souza Pereira, havia uma expectativa de um aquecimento da economia que levaria à abertura de empresas, que demandariam imóveis de grande porte com andares corridos. “Em 2012 foram lançados muitos empreendimentos diante da expectativa de crescimento da economia brasileira, o que acabou não acontecendo. Diante disso, muitas construtoras habilmente passaram a segurar as entregas para não desvalorizar os imóveis. Mas não há como saber quantos ainda estão para ser entregues”, explica.

Faixas e cartazes
Pelas ruas de Belo Horizonte, não faltam faixas com ofertas de imóveis comerciais para alugar. Proprietários e imobiliárias têm feito um esforço para atrair locatários, analisa o corretor Sebastião Clemente, da RC Nunes Assessoria Imobiliária. “Os preços dos imóveis estão caindo. Há promoções para atrair locatários, rene-gociações para manter os clientes”, comenta.

Farlei Antônio da Silva, da Prolar, alerta para o fato de que há um ano não se via placas com ofertas de locação. “Hoje não se anda mais de dois quarteirões sem se deparar com um enxurrada de cartazes e faixas. A concorrência aumentou. Há dois anos, alugávamos uma média de 40 imóveis por mês, e hoje mantemos o mesmo volume e nosso índice de inadimplência é quase zero. Acontece que, se eu tinha uma carteira com 60 imóveis naquela época, hoje eu tenho mais que o dobro”.

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Com imóveis comerciais encalhados na capital BH, proprietários são obrigados a diminuir os valores

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Demora para nova locação faz aluguel comercial cair na capital
Com imóveis comerciais encalhados na capital, proprietários são obrigados a diminuir os valores para conseguir inquilinos. Variação de preço sofreu 14 quedas mesmo com alta da inflação




Avelino e Fabrício vão transferir o restaurante Boi Vitória para espaço desocupado há sete anos por falta de inquilino

Os empresários Avelino e Fabrício Lana, donos do Boi Vitória, no Bairro Cruzeiro, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, alugaram nessa segunda-feira o imóvel de número 4.374 na Avenida Afonso Pena, no mesmo bairro, para onde o restaurante será transferido até o fim de novembro. O espaço que o empreendimento ocupa hoje deverá ser jogado ao chão para dar lugar a um edifício. O prédio de dois pavimentos (271 metros quadrado cada) que abrigará o novo estabelecimento foi construído num importante ponto comercial da capital, mas o proprietário estava à procura de locatários há sete anos, desde que a Pizza Hut encerrou suas atividades no local. Dezenas de outros imóveis comerciais erguidos em endereços nobres também enfrentam, há alguns anos, o desafio de serem ocupados.

Resultado: donos de construções cujos inquilinos deixaram os imóveis em razão de reajustes agora reduzem o preço do aluguel. Esse cenário ajuda a entender a última pesquisa da Câmara do Mercado Imobiliário (CMI/Secovi), divulgada em julho. O estudo mostrou que a variação do aluguel de pontos comerciais desacelerou no acumulado dos últimos 12 meses pela sexta vez consecutiva. Nos últimos 15 meses, ocorreram 14 quedas (veja arte).

Para se ter ideia, o indicador havia subido 11,08% no período encerrado em abril de 2013. Neste mesmo intervalo, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, fechou em 5,75%. Já no acumulado dos últimos 12 meses terminados em julho, a variação do preço dos aluguéis foi de 6,67%. O da inflação, 6,73%.

Foi a primeira vez, pelo menos desde julho de 2012, que a variação do aluguel num acumulado de 12 meses ficou abaixo do IPCA. “Estamos caminhando para um equilíbrio. A tendência é de estabilidade. (O indicador da CMI/Secovi) deve ficar (nos próximos meses) um pouco acima ou um pouco abaixo da inflação”, acredita Cássia Ximenes, vice-presidente da entidade. A queda forçou donos de imóveis desocupados a reverem os valores pedidos para o aluguel de seus imóveis.



Dono de imóvel na Getúlio Vargas baixou oferta de R$ 20 mil para R$ 15 mil mensais

É o caso do que ocorre com o antigo local onde funcionou o Rei dos Brinquedos, na Praça Coronel Benjamin Guimarães, mais conhecida como ABC, na esquina das avenidas Afonso Pena e Getúlio Vargas, no Funcionários. “De R$ 20 mil para R$ 15 mil mensais”, informou um corretor da imobiliária contratada pelo dono. O imóvel, um prédio de dois pavimentos (100 metros quadrado), está desocupado desde junho de 2012, quando o Rei dos Brinquedos encerrou as atividades no local em razão do reajuste do aluguel.

O antigo proprietário da loja desembolsava, à época, R$ 4 mil mensais e enfrentou, durante 17 anos, um processo judicial contra o aumento do valor do contrato. Em sentença, o juiz que analisou a pendência e determinou que a cifra subisse para R$ 9 mil. Sem recurso para manter a atividade no local, o dono entregou o ponto. O imóvel, contudo, ainda não foi ocupado. O mesmo ocorre com outra construção erguida num ponto tradicional da cidade. Trata-se do casarão de dois andares na esquina das ruas Marília de Dirceu e Antônio Aleixo, no Bairro de Lourdes.

Lá funcionou, por 12 anos, o antiquário San Martin. Os sócios da loja pagavam pouco mais de R$ 8 mil de aluguel. Quando o contrato venceu, conta dona Ana, sócia do antiquário, os donos pediram um reajuste para R$ 35 mil. “Ofereci R$ 13 mil e eles não aceitaram.” Ela e o sócio, César Augusto Santana, alugaram outro imóvel no mesmo quarteirão. Já o antigo imóvel, de 500 metros quadrados, está vazio. Os donos agora pedem R$ 20 mil mensais.


MOSTRUÁRIO 
Parte da mureta do imóvel é usada por seu José Abreu, um senhor de 90 anos que foi dono, por duas décadas e meia, de antiquário na região. “Fechei a loja há quatro anos porque as vendas não davam para pagar o aluguel, que era de R$ 3,5 mil, e o dono da construção pediu para ser aumentado para R$ 4,5 mil.” Na mureta do imóvel que abrigou o antiquário San Martin, ele expõe alguns dos 200 quadros que eram comercializados na sua antiga loja. O EM não conseguiu contato com os proprietários do imóvel. Na imobiliária responsável pela construção, não havia corretores disponíveis para comentar o assunto.




Parte do imóvel foi tomada pela poeira, como ocorreu com o número 4.374 na Avenida Afonso Pena, onde Avelino e Fabrício vão montar o Boi Vitória. “A primeira vez que fizemos contato com o proprietário foi há seis anos”, disse Avelino, que informou que não poderia revelar o valor do aluguel.

OFERTA
Outro motivo da redução no valor dos aluguéis comerciais se deve ao aumento de oferta de unidades entre julho do exercício passado e o mesmo mês desse ano. O total de lojas de frente ofertadas na Região Centro-Sul da cidade, por exemplo, subiu de 135 unidades para 181 nesse período – alta de 34%.

No mesmo intervalo, o preço do metro quadrado das lojas de frente na Centro-Sul, onde esse tipo de construção é mais valorizada pelo mercado, passou de R$ 43,91 para R$ 46,37. O aumento foi de 5,6%, abaixo da inflação do país no acumulado dos últimos 12 meses encerrados em julho passado (6,5%).(EM/LugarCerto)

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