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Financiamento de imóveis cai 8% no quadrimestre terminado em abril

sexta-feira, 22 de maio de 2015

De janeiro até abril deste ano foram financiados cerca de 154 mil imóveis no país, número 8% menor que o de igual período de 2014. A queda ocorre em meio à desaceleração da economia e à queda de R$ 29,2 bilhões em aplicações na caderneta de poupança entre janeiro e abril. Essa é a principal fonte dos recursos que os bancos destinam para a habitação. Com as altas seguidas da taxa de juros Selic, mais investimentos têm migrado para aplicações em renda fixa buscando ganhos maiores, já que o rendimento desse tipo de investimento está atrelado a ela. 

A tendência é que o montante retirado das cadernetas de poupança continue a aumentar para R$ 50 bilhões até o final de 2015. Nesse contexto, a Caixa Econômica Federal tem criado filas de espera para atender novos pedidos de empréstimo imobiliário. 

Em um período de 12 meses terminado em abril, a queda foi de 5,2% em relação aos 12 meses anteriores. Os dados são da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança). Apesar dos números ruins do quadrimestre e do período de 12 meses, abril teve aceleração frente a março, com alta de 20,8% no número de financiamentos. 

Na comparação com abril de 2014, a alta foi de 2%. VALORES O volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis com recursos das cadernetas de poupança caiu 2,7% em 12 meses terminados em abril de 2015 comparados com o mesmo período anterior. No total foram emprestados R$ 111,8 bilhões com recursos da caderneta. 

Como os números da Abecip são divulgados em valores nominais, ou seja, sem descontar a inflação, a queda real teve um valor maior. No primeiro quadrimestre, R$ 33,3 bilhões foram destinados à aquisição e construção de imóveis, resultado 3,2% inferior ao do mesmo período do ano passado, sem descontar a inflação. 

Na comparação entre abril e o mês imediatamente anterior, a concessão de empréstimos teve alta de 9% em relação a março e de 0,8% em relação ao mesmo mês de 2014.

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Crédito Imobiliário - Liberação deve cair a 100 biilhões

A maior restrição dos bancos para liberação de operações de crédito imobiliário, em um cenário de escassez de recursos para lastrear os empréstimos, pode levar a modalidade a encerrar 2015 com um volume de operações até 11% menor em relação ao que foi desembolsado no ano passado. Em 2014, o volume liberado com recursos da poupança foi de R$ 113 bilhões, expansão de 5,3% ante 2013. “O setor deve encerrar 2015 com desembolso entre R$ 100 bilhões ou no mesmo patamar do ano passado”, afirmou o presidente da Abecip, associação que reúne empresas de crédito imobiliário, Octávio de Lazari Jr., em evento ontem.

Além de uma desaceleração da economia, o desempenho mais fraco em 2015 tem relação com a fuga de depósitos da caderneta, principal fonte para financiamento habitacional no país, e a dificuldade dos bancos de captar com instrumentos alternativos, dado o atual nível da taxa básica de juros. Na estimativa de Lazari, a caderneta deve encerrar o ano com resgate líquido na casa de R$ 50 bilhões. Até abril, foram sacados cerca de R$ 30 bilhões. “Historicamente, o segundo semestre tem uma captação maior”. A escassez de fontes de recursos para o crédito imobiliário foi um dos fatores que levaram a uma rodada de ajustes em taxas de juros no mercado neste ano. A Caixa Econômica Federal, principal banco da modalidade, também secou a oferta de crédito para imóveis usados e para lançamentos de incorporadoras, com objetivo de preservar os recursos que lhe restam na caderneta para financiar imóveis novos. “A Caixa tinha uma intenção de desacelerar as contratações de crédito em um gradualismo tal que poderia absorver a necessidade de crédito demandada pelos estoques das incorporadoras”, afirma o consultor da vice-presidência de habitação da Caixa, Fernando Magesty.

“Mas a demanda é grande e o gradualismo não deve ser atendido. A frenagem da oferta de crédito será mais acentuada que o que prevíamos”. “Há um represamento grande de estoques de imóveis a ser atendido com financiamento. Por outro lado, há uma demanda para produção de novas unidades que teremos que deixar para um segundo momento”, diz.

Para atenuar isso, bancos e representantes do setor de construção têm defendido algumas medidas com o governo. Entre as demandas, pedem a liberação do compulsório sobre a poupança, ideia que encontra resistência no Banco Central (BC). Hoje, 30% dos recursos da caderneta são recolhidos pelo BC em diferentes tipos de depósito, somando algo em torno de R$ 150 bilhões. “Não seria preciso liberar todo esse compulsório. A liberação poderia ser parcial, conforme a necessidade de cada banco”, disse Lazari.

Ele exemplificou que uma diminuição de 5 pontos percentuais na fatia do compulsório seria suficiente para garantir um trimestre de crédito imobiliário, mantida a velocidade atual, e com taxas próximas a vigentes hoje. Ainda que a restrição de crédito colabore para uma eventual queda nos preços dos imóveis, não há riscos para a estabilidade financeira, disse Júlio Carneiro, chefe adjunto do departamento de normas do BC. “Não vejo o quadro negativo que alguns setores têm desenhado, de que a falta de crédito pode criar uma bolha às avessas no mercado brasileiro”. Ele citou estudos do BC que apontam que mesmo com queda de 30% no preço dos imóveis, o sistema financeiro seguiria estável.(Ibrafi)

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CEF corta R$ 25 bilhões do crédito para casa própria em 2015

Deve chegar a R$ 25 bilhões a redução neste ano no valor destinado a financiar casas próprias pela Caixa Econômica Federal, maior financiadora habitacional do país.
O corte representa 20% do que foi desembolsado no ano passado. Será o segundo ano seguido de recuo nos desembolsos para a habitação do banco e o mais acentuado desde o início do ciclo de expansão nos financiamentos imobiliários em 2002.

A presidente da Caixa, Miriam Belchior
A presidente da Caixa, Miriam Belchior
O banco estima emprestar neste ano cerca de R$ 103,8 bilhões, já somando os financiamentos com recursos da poupança e aqueles com o dinheiro do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

A previsão inicial da Caixa era de, pelo menos, repetir neste ano o desempenho do crédito imobiliário em 2014, de R$ 128,8 bilhões (R$ 70,4 bilhões com o dinheiro da poupança e R$ 49,4 bilhões com FGTS e subsídios).
Mas as expectativas foram frustradas após aforte saída de recursos da caderneta de poupança. De janeiro a abril, a poupança teve saques de R$ 29,2 bilhões. A expectativa do setor é que a caderneta perca R$ 50 bilhões em depósitos neste ano, o que deve comprometer os financiamentos imobiliários no país.

Se a escassez de recursos persistir, as taxas cobradas dos mutuários podem chegar perto do teto de 12% mais TR, segundo executivos do banco estatal. Com essas taxas, a Caixa perde a vantagem em termos de custo em relação aos demais bancos, especialmente os privados.

Diante das limitações da poupança, a Caixa focou os novos empréstimos neste ano nos imóveis novos, com o objetivo de desovar os estoques das construtoras, e limitou o financiamento de usados.

Desde abril, o banco só financia até 50% do valor desses imóveis. O banco tem sido ainda mais seletivo na aprovação de financiamentos e priorizado imóveis de menos de R$ 400 mil.

JUROS MAIORES
Para viabilizar os novos empréstimos, a Caixa tem complementado o dinheiro disponível da poupança captando recursos por meio de LCI (Letras de Crédito Imobiliário), que pagam cerca de 80% do CDI (Certificado de Depósito Interfinanceiro, que está em 13,14% ao ano).

O problema é que a remuneração está bastante acima da poupança, que tem pago menos de 8%.

Por esse motivo, a Caixa teve de elevar duas vezes neste ano as taxas de juros cobradas dos mutuários da habitação. No banco, estima-se que as LCI já respondem por 40% do dinheiro captado para financiar imóveis dentro do SFH (Sistema Financeiro da Habitação), que se utiliza do dinheiro da poupança e que tem juros tabelados de até 12% ao ano mais TR.

Para reverter a situação, bancos e construtoras querem que o BC libere pelo menos parte do depósito compulsório da poupança, que soma cerca de R$ 120 bilhões. O órgão, porém, é contra.

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Corte de gastos será concentrado em investimentos e atingirá o "Minha Casa"


Além do corte de despesas no Orçamento deste ano, que deve ser da ordem de R$ 70 bilhões a R$ 80 bilhões, o governo vai reduzir a previsão de receitas e de gastos obrigatórios. Também vai alterar a projeção oficial para o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) e da inflação. As mudanças serão anunciadas até sexta-feira.
A maior parte do corte será feita pela retenção de despesas discricionárias (que não são obrigatórias), como investimentos e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). 
 
Também serão cortados investimentos financeiros, como os gastos com o programa habitacional Minha Casa Minha Vida. Segundo apurou o Estado, o corte desse tipo de despesa deve somar cerca de R$ 65 bilhões.
 
Corte na carne. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou nesta segunda-feira que o corte de despesas planejado pela equipe econômica é uma “disciplina nas despesas discricionárias” e que o número em estudo vai provar que o governo “está respeitando todas as suas responsabilidades e cortando na carne”.
 
Segundo Levy, o objetivo é retomar o nível de gastos discricionários de 2013, de R$ 227 bilhões. “Na medida em que 2014 foi um ano de certo excesso, o que levou a um déficit primário, e não queremos repetir isso, estamos voltando para (os níveis de) 2013, que foi relativamente de expansão”, afirmou Levy.
 
Outros R$ 10 bilhões, aproximadamente, serão obtidos por meio de uma redução na estimativa de gastos obrigatórios. Essa despesa, que envolve pagamentos de salários e encargos a servidores e benefícios públicos, não pode ser simplesmente cortada. O que o governo vai fazer é reduzir a estimativa de gastos - mas se, ao longo do ano, essas obrigações aumentarem, o governo não terá como evitar despesas maiores.
 
A redução na previsão de gastos obrigatórios será principalmente obtida por meio das medidas provisórias (MPs) 664 e 665, que restringem a concessão de benefícios como seguro-desemprego e pensões por morte, em votação no Senado Federal. Essas MPs originalmente renderiam uma economia de R$ 18 bilhões com esses gastos, segundo o governo, mas depois de atenuações feitas na Câmara dos Deputados, o governo estima ter perdido R$ 4 bilhões.
 
Receitas. A equipe econômica também vai fazer um ajuste no lado das receitas previstas no Orçamento. Isso porque será reduzida a projeção oficial para o crescimento do PIB.
 
O Orçamento enviado ao Congresso no ano passado previa um avanço do PIB de 1,8%. No fim de 2014, o governo reduziu essa previsão para 0,8%, mas a estimativa de receitas continuou inflada. O mercado estima que 2015 terminará com a maior recessão em 25 anos, com uma queda de até 1,5% no PIB. Quanto menor o crescimento, menor é a arrecadação.
 
Por outro lado, a inflação mais alta aumenta a entrada de recursos nos cofres da Receita Federal. Técnicos da equipe econômica avaliam que a redução na previsão de arrecadação poderá ser menor do que especialistas estimam.
 
A definição sobre o corte de despesas será tomada após as negociações do governo com lideranças do Congresso. Entre esta terça-feira e quarta-feira, os parlamentares vão votar o ajuste fiscal.
 
Desonerações. A Câmara dos Deputados pode começar a votar nesta terça-feira o projeto de lei que revisa as desonerações da folha de pagamentos. Embora Levy deseje que o projeto seja mantido, os deputados, ecoando pedidos dos empresários, devem atuar para que o aumento de impostos seja gradual e comece em 2016. O vice-presidente, Michel Temer, admitiu que pode haver mudanças no projeto.
 
Já o Senado começará a votar as medidas provisórias que restringem benefícios trabalhistas e previdenciários. Com isso, na quinta-feira, (21), o governo terá um quadro claro de quanto poderá perder com as medidas no Congresso e, assim, definir um corte de gastos para “complementar” eventuais derrotas.
 
O Ministério da Fazenda prepara novos aumentos de impostos. Levy disse que a lei obriga o governo a tomar medidas quando as receitas se mostram insuficientes.
 
“Se verificarmos que a receita não comporta o cumprimento da meta (fiscal), a gente toma medidas. E temos de avaliar se é questão de ampliar ainda mais os cortes ou que outra medida temos de fazer. Isso é tranquilo e é o que a lei manda.”(AE)

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Pesquisa - Raio-X FipeZap: Perfil da demanda de imóveis do 1º trimestre de 2015

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Participação de investidores no mercado imobiliário continua a cair em 2015

Preços devem manter trajetória de queda na opinião de quem pretende comprar imóvel

O Raio-X FipeZap: Perfil da demanda de imóveis do 1º trimestre de 2015, pesquisa conduzida conjuntamente pelo ZAP e pela Fipe, segue mostrando um quadro desafiador para o mercado imobiliário. Diversos indicadores apontam para o contínuo desaquecimento do setor, como por exemplo a percepção sobre o preço dos imóveis no curto prazo: pela primeira vez desde que esse questionário começou a ser aplicado, mais de 50% das pessoas entrevistadas declararam esperar queda de preços dos imóveis nos próximos 12 meses. Em linha com a expectativa de queda, 75% dos compradores de imóveis dos últimos 12 meses julgam que o preço atual está “caro” ou “muito caro”.

A piora na expectativa de preço de curto prazo foi acompanhada por um pequeno aumento no desconto médio praticado nas transações do mercado imobiliário no começo de 2015. No final do primeiro trimestre desse ano o desconto médio das operações realizadas nos últimos 12 meses estava em 7,5%, ante uma média histórica de 7,0%.

Além disso, a parcela de investidores do mercado imobiliário caiu novamente ao longo do primeiro trimestre, atingindo um total de 37% no acumulado em 12 meses. Essa é a menor participação de investidores da nossa série histórica. A queda se deveu, principalmente, à redução da participação dos investidores que pretendem revender o seu imóvel.

Os resultados completos abaixo..










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Mercado Imobiliário - Financiar um imóvel agora é uma besteira muito grande?

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Com a alta dos juros básicos da economia, Selic, e a menor captação de recursos da poupança, os bancos têm elevado juros e exigido entradas maiores nos financiamentos de imóveis. Diante desse cenário, entrar em um financiamento agora pode ser uma besteira muito grande? Confira no vídeo.

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