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CEF (Caixa) reduz teto de financiamento para imóveis usados

segunda-feira, 27 de abril de 2015

A medida é mais uma adotada para amenizar a escassez de recursos que enfrenta por conta da redução dos depósitos na poupança


A Caixa Econômica Federal vai reduzir a cota de financiamento para imóveis usados (LTV na sigla em inglês) a partir de maio e focar somente em moradias novas, conforme informou o banco. A medida é mais uma adotada para amenizar a escassez de recursos que enfrenta por conta da redução dos depósitos na poupança, principal fonte de funding para o crédito imobiliário.

Para operações com recursos da poupança (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), o limite vai passar de 80% para 40% no Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e de 70% para 40% para imóveis no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), pelo Sistema de Amortização Constante (SAC). As alterações começam a valer a partir do dia 04 de maio. As operações de habitação popular, porém, não tiveram alteração, segundo a Caixa.

"A redução do LTV (para imóveis usados) será um grande choque de demanda por imóveis usados já que poucas famílias têm condições de dar entrada de 50% do valor do imóvel", avaliam Guilherme Vilazante e Daniel Gasparete, do Bank of America Merril Lynch (BofA), em relatório ao mercado. Acrescentam ainda que há riscos de medidas mais restritivas para imóveis novos e, consequentemente, aumento dos distratos.


Recentemente, a Caixa já havia reduzido a cota de financiamento para os imóveis em geral, de 90% para 80%. Para os créditos que seguem a tabela Price, a cota máxima de financiamento já havia sido reduzida de 70% para 50% nas operações do SFH - que financia imóveis de até R$ 750 mil em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal. Nos demais Estados, o teto é de R$ 650 mil.

Na última sexta-feira, 24, o vice-presidente de Habitação da Caixa, Teotonio Costa Rezende, explicou que a Caixa vive um problema de funding com a redução dos depósitos na poupança, e, por isso, está focada na habitação social e, em segundo lugar, os financiamentos no âmbito do SFH. Apenas no primeiro trimestre, as retiradas líquidas da caderneta foram a R$ 23,230 bilhões, de acordo com dados do Banco Central.

"É inegável que o País vive um certo clima de pessimismo. No médio prazo, tende a afetar confiança do consumidor. A Selic nos níveis atuais dá duas pancadas no crédito imobiliário: torna menos atrativo o principal funding, que é a poupança, e encarece fontes complementares como a LCI (letra de crédito imobiliário)", avaliou Rezende, durante o 11º Feirão Caixa da Casa Própria, em São Paulo.

No primeiro trimestre, o volume de financiamento imobiliário contratado na Caixa ficou praticamente estacionado, com alta de apenas 0,3%, segundo ele, e o desafio do banco este ano é repetir os R$ 129 bilhões desembolsados em 2014. Já a carteira de crédito deve crescer entre 12% e 15% neste ano, intervalo bem mais tímido que a taxa de expansão de 25,7% vista no ano passado.

No feirão deste ano, o banco não conseguiu repetir o mesmo desempenho da edição anterior. Foram negociados cerca de R$ 3,02 bilhões no primeiro fim de semana do evento, cifra quase 14% menor que os R$ 3,5 bilhões registrados em igual intervalo do feirão de 2014. A presidente da Caixa, Miriam Belchior, disse, questionada pelo Broadcast, que o banco espera, ao menos, repetir o resultado do ano passado. A 10ª edição do Feirão Caixa da Casa Própria totalizou R$ 15,6 bilhões em negócios.(AE)

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BH: Imóvel à venda não cabe no orçamento dos compradores

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Valores começam a “voltar à realidade” na capital




Existe um descompasso entre o preço que o morador de Belo Horizonte pode pagar pelo apartamento e o que é ofertado pelo mercado imobiliário. De acordo com os Dados do Mercado Imobiliário (DMI) do portal de anúncios de imóveis do VivaReal, a maior parte das buscas (65%) é por imóveis de até R$ 350 mil. Entretanto, segundo o vice-presidente comercial do site, Lucas Vargas, apenas 32% das ofertas atendem a essa faixa. “A maioria dos imóveis disponíveis, 55%, estão na faixa de R$ 351 mil a R$ 1 milhão”, observa.

Para o diretor da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Frederico Padovani, existe uma distância entre o valor que o comprador quer pagar pelo imóvel e o valor que o proprietário deseja vender. “Algumas pessoas querem barganhar, mas sem ter o capital. Se o comprador puder pagar à vista, ele pode negociar. O desconto médio que tenho visto no mercado está na casa dos 5%. Em alguns casos esporádicos, dependendo da necessidade do vendedor, pode chegar a 8%, mais não é o mais comum”, observa.
Ele afirma que os preços dos imóveis estão voltando para os patamares reais, o que para o vendedor pode dar a falsa sensação de perda. “Um imóvel que, por exemplo, valia R$ 500 mil, estava sendo ofertado no mercado por R$ 560 mil. Agora, ele é oferecido por R$ 520 mil. Parece que o preço caiu R$ 40 mil, mas é que na verdade, ele não valia os R$ 560 mil. É que nos últimos anos, os preços se elevaram demais”, analisa.
Além da dificuldade de encontrar um imóvel que caiba no orçamento do comprador, o mercado em 2015, na avaliação de Vargas, terá muitos desafios em razão da economia pouco favorável. “A inflação está alta, bem como os juros, e ainda há o clima de insegurança, tudo isso interfere na demanda. Agora, apesar disso, os preços dos imóveis não vai cair. O cenário é de estabilidade”, diz.
A estabilidade de preços dos imóveis em Belo Horizonte também é defendida pelo diretor da CMI/Secovi-MG. “Os imóveis devem acompanhar a inflação, não vão cair de preço. É claro que a redução de preço pode acontecer em alguns casos, mas não é geral”, frisa.
Ele ressalta que os negócios continuam acontecendo, porém o clima entre os compradores é de insegurança em razão da economia e da política. “A inflação e os juros estão mais altos e isto impacta na decisão de compra”, diz.(OTempoBH)

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Fipe Zap: Aluguéis têm queda real no primeiro trimestre de 2015

sexta-feira, 17 de abril de 2015

O preço médio anunciado para aluguéis de apartamentos em nove cidades do Brasil registra queda real (variação menor do que a inflação) de 3% nos três primeiros meses do ano, de acordo com o Índice FipeZap de locação. 
Enquanto o valor anunciado para o aluguel das unidades aumentou 0,85% de janeiro a março, a inflação, calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou alta de 3,83% no período.
O índice considera apenas os preços médios anunciados em novos contratos de aluguéis no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Santos, Porto Alegre, Campinas, Salvador, São Bernardo do Campo e Curitiba.
O indicador não mede as variações de custos dos contratos em vigor, que são reajustados pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) e outros indicadores.
Nos últimos 12 meses, a queda real do preço dos aluguéis é de 6,11%: entre março de 2014 e março deste ano, o preço médio praticado nos novos contratos de locação teve alta de 1,53%, enquanto o IPCA registrou aumento de 8,13%.
Em março, os custos dos aluguéis aumentaram 0,31%, alta menor do que a registrada no mês anterior, de 0,38%. No período, Salvador e São Bernardo do Campo registraram as maiores altas de preços anunciados para locação das unidades, em média, enquanto Santos e Curitiba tiveram as maiores quedas. 
Segundo Eduardo Zylberstajn, economista da Fipe responsável pelo índice, a queda real dos preços anunciados para novos aluguéis é reflexo da queda da demanda pela locação de imóveis. “Estamos vivendo um cenário de aumento do desemprego e queda de renda. A crise da economia está contaminando o mercado imobiliário”. 
De acordo com o FipeZap, o preço médio de locação mensal anunciado nas nove cidades em março foi de 34 reais por metro quadrado, o equivalente a um aluguel de 2.040 reais para um imóvel de 60 metros quadrados.
Veja na tabela a seguir a variação dos preços dos aluguéis em março, fevereiro e nos últimos doze meses. A lista foi ordenada de forma decrescente pela variação em março.
RegiãoVariação em marçoVariação em fevereiroVariação nos últimos 12 meses
Salvador2,07%0,09%-1,69%
São Bernardo do Campo1,85%0,98%-1,22%
IPCA1,32%1,22%8,13%
Campinas1,18%0,42%3,36%
IGP-M0,98%0,27%3,16%
Porto Alegre0,51%0,30%2,09%
Rio de Janeiro0,32%0,48%0,50%
Média (9 cidades)0,31%0,38%1,53%
São Paulo0,20%0,63%2,22%
Brasília-0,09%0,37%8,42%
Santos-0,21%-0,44%1,89%
Curitiba-1,24%-1,47%-7,86%
Agora veja o preço médio do aluguel por metro quadrado em cada uma das nove cidades monitoradas pelo FipeZap:
CidadePreço médio (m²)
Rio de JaneiroR$ 41
São PauloR$ 38
Média (9 cidades)R$ 34
BrasíliaR$ 31
SantosR$ 28
Porto AlegreR$ 22
CampinasR$ 22
SalvadorR$ 21
São Bernardo do CampoR$ 18
CuritibaR$ 16
Rentabilidade
Em março, o retorno médio obtido por proprietários de imóveis com aluguéis nas nove cidades incluídas no Índice FipeZap de Locação foi de 4,9% ao ano.
A taxa, que calcula os rendimentos com a locação do imóvel em relação ao preço de venda da unidade, serve como parâmetro para verificar a rentabilidade do investimento em imóveis.
No entanto, a renda obtida com aluguéis é apenas uma parte desse investimento, que também inclui a valorização do preço de venda da unidade.
Por conta disso, a rentabilidade dos aluguéis deve ser comparada com o retorno real (acima da inflação) proporcionado por outras aplicações financeiras de renda fixa, como a poupança
Desde setembro do ano passado, o retorno médio com aluguéis está abaixo da taxa de juros reais no Brasil, que representa a média de rentabilidade registrada por aplicações de renda fixa. 
Segundo Zylberstajn, da Fipe, o período coincide com o período de eleições presidenciais no país, a piora na percepção da economia nacional e o aumento das taxas de juros no país. “Nesse cenário, os investimentos em imóveis ficam menos atrativos”.
Veja na tabela a seguir o retorno médio dos aluguéis em março, o retorno real da poupança e a taxa de juros real. A lista foi ordenada do maior para o menor retorno:
Santos6,70%
Taxa de juros real*6,10%
Salvador5,50%
Porto Alegre5,30%
São Paulo5,20%
Campinas5,10%
Média (9 cidades)4,90%
São Bernardo do Campo4,80%
Rio de Janeiro4,30%
Brasília4,30%
Curitiba3,70%
Poupança (rendimento real)*-1,50%
*Para mostrar o retorno dos investimentos acima da inflação, foi usada como referência a taxa de swap Pré x DI (BM&F) de 360 dias descontada da expectativa de inflação para os próximos 12 meses (Banco Central).
Os contratos de swap preveem a troca de rentabilidades de diferentes índices. A taxa de swap foi usada pois esse tipo de contrato reflete as expectativas de juros reais para os próximos 12 meses, em vez de mostrar os juros reais passados. Assim, a comparação fica mais compatível com os retornos dos aluguéis, que por serem baseados nos dados de venda e locação de março indicam o rendimento que está por vir, e não o retorno passado.(SeuDinheiro/Exame/Imoveis)

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Caixa eleva juros de financiamentos imobiliários pela segunda vez em 2015

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Oficialmente, a Caixa informou que está elevando as taxas por causa do aumento da taxa básica de juros, a Selic


Depois de três meses da última elevação, a Caixa Econômica Federal voltou a subir as taxas de juros das operações para financiamento de imóveis residenciais contratadas com recursos da poupança. As novas taxas passam a ser aplicadas somente aos imóveis financiados a partir do dia 13 de abril, última segunda-feira.

Oficialmente, a Caixa informou nesta quinta-feira, que está elevando as taxas por causa do aumento da taxa básica de juros, a Selic. A última vez que o banco estatal tinha subido os juros do crédito habitacional foi em janeiro, após congelamento que durou todo o ano de 2014.

De acordo com a Caixa, o reajuste dessa vez foi de 0,3 ponto porcentual em todas as formas de relacionamento com o banco. Nos financiamentos feitos pelo Sistema Financeiro Habitacional (SFH), a taxa balcão - para clientes sem relacionamento com o banco - subiu de 9,15% para 9,45% ao ano. Para quem já tem relacionamento com o banco (correntistas, por exemplo), os juros subiram de 9% para 9,3% ao ano. Os clientes que recebem salário pelo banco vão pagar taxa de 9% ao ano, ante 8,7% definida em janeiro. Essa é a mesma taxa que os servidores públicos que são correntistas do banco passam a pagar. Para os servidores públicos que além de correntistas também recebem pela instituição, a Caixa cobra juros de 8,8% nos financiamentos desde segunda-feira, ante 8,5% de janeiro.

Segundo a Caixa, as taxas dos financiamentos contratados com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que incluem os do programa "Minha Casa, Minha Vida", não sofrerão reajuste.

A Caixa detém quase 70% do crédito imobiliário no país e a mudança na taxa de juros praticada pela instituição tem impacto nos juros dos demais bancos e no ritmo de atividade da construção civil.

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Financiamento Imobiliário - Os bancos com as menores taxas.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Empréstimo para a compra do imóvel: Caixa e HSBC lideram listas que consideram três perfis de financiamento, segundo pesquisa

São Paulo - Ao pesquisar o custo do financiamento para compra do imóvel entre diversas instituições financeiras, o consumidor pode economizar até 119 mil reais. É o que conclui o levantamento da associação de consumidores Proteste, que aponta quais bancos oferecem as maiores e menores taxas no crédito imobiliário. 
Foram simuladas três situações para um perfil de comprador de 35 anos e um prazo de financiamento de 30 anos.
No primeiro cenário, o tomador tem uma renda familiar mensal de 10 mil reais e quer comprar uma unidade de 400 mil reais. No segundo cenário, a renda familiar é de 22 mil reais por mês e o preço do imóvel é de 800 mil reais  e, no terceiro cenário, a renda familiar mensal é de 4,5 mil reais e a unidade custa 150 mil reais. 
O objetivo é mostrar qual é o melhor financiamento em cada cenário considerando as condições oferecidas em sete bancos: CaixaBanco do BrasilItaúBradesco,SantanderHSBC e Banrisul
A posição de cada instituição no ranking foi definida a partir do Custo Efetivo Total (CET) oferecido em cada empréstimo. O CET é a taxa que mostra não só os juros, como todos os encargos incluídos no financiamento do imóvel, e é a melhor forma de comparar as taxas oferecidas pelos bancos. 
Citi ficou de fora do levantamento da Proteste porque não permite realizar a simulação do crédito imobiliário pela internet. 
Como o Banco do Brasil permite realizar simulações em prazos de 30 anos apenas no primeiro cenário, ele não foi incluído nas simulações dos demais cenários, para os quais o banco oferece apenas financiamentos de até 25 anos.  
Em financiamentos com prazos menores, os juros e tarifas com seguro são menores, o que acaba reduzindo o CET oferecido pelo banco aos clientes. Por conta disso, o Banco do Brasil foi retirado dos dois rankings.
Veja a seguir as instituições financeiras que oferecem os financiamentos imobiliários mais baratos de acordo com levantamento realizado pela Proteste:
Primeiro cenário

Renda familiar mensal de 10 mil reais para a compra de um imóvel de R$ 400 mil e financiamento de 80% do valor da unidade.
Bancos e condiçõesCET (ao ano)Juros (ao ano) + TR1ª prestaçãoÚltima parcela
1º lugar: Caixa (Relacionamento + Conta salário)9,31%8,69%R$ 3.240,37R$ 919,69
2º lugar: Caixa (Relacionamento)9,60%9,00%R$ 3.314,40R$ 919,89
3º lugar: Caixa (Taxa balcão)9,76%9,14%R$ 3.351,33R$ 920,00
4º lugar: HSBC10,13%9,50%R$ 3.431,04R$ 961,16
5º lugar: Bradesco10,52%9,60%R$ 3.465,30R$ 920,71
6º lugar: Santander (Conta salário)10,54%9,80%R$ 3.539,90R$ 920,84
7º lugar: Itaú10,60%9,70%R$ 3.502,94R$ 960,42
8º lugar: Banrisul10,45%9,50% (nominal)R$ 3.520,39R$ 958,09
Segundo cenário

Renda familiar mensal de 22 mil reais para a compra de um imóvel de 800 mil reais e financiamento de 70% do valor da unidade. 
Bancos e condiçõesCET (ao ano)Juros (ao ano) + TR1ª prestaçãoÚltima parcela
1º lugar: HSBC10,07%9,50%R$ 5.995,78R$ 1.672,59
2º lugar: Santander (Conta salário)10,56%9,90%R$ 6.228,89R$ 1.592,84
3º lugar: Itaú10,57%9,70%R$ 6.120,41R$ 1.670,99
4º lugar: Caixa (Relacionamento + Conta salário)10,97%10,50%R$ 6.405,73R$ 1.566,94
5º lugar: Bradesco11,13%10,30%R$ 6.353,98R$ 1.593,32
6º lugar: Caixa (Relacionamento)11,17%10,69%R$ 6.490,81R$ 1.567,18
7º lugar: Caixa (Taxa balcão)11,47%10,99%R$ 6.618,21R$ 1.567,53
8º lugar: Banrisul11,63%10,60%R$ 6.664,52R$ 1.668,56
Terceiro cenário

Renda familiar mensal de 4,5 mil reais para compra de um imóvel de 150 mil reais e financiamento de 80% do valor da unidade.
Bancos e condiçõesCET (ao ano)Juros (ao ano) + TR1ª prestaçãoÚltima parcela
1º lugar: Caixa (Programa Minha Casa Minha Vida)7,88%6,86%R$ 1.045,72R$ 361,39
2º lugar: Banco do Brasil (Programa Minha Casa Minha Vida)8,37%6,86%R$ 1.110,89R$ 385,38
3º lugar: Banrisul9,99%8,80% (nominal)R$ 1.265,77R$ 374,71
4º lugar: HSBC10,50%9,50%R$ 1.302,26R$ 377,42
5º lugar: Itaú10,83%9,70%R$ 1.329,22R$ 375,78
6º lugar: Bradesco10,96%9,60%R$ 1.315,11R$ 360,89
7º lugar: Santander (Conta salário)10,99%9,80%R$ 1.343,09R$ 360,94
Fonte: Proteste, com dados obtidos através de simulação realizada no site dos bancos 
A maior economia, de 119.362,61 mil reais, pode ser obtida no segundo cenário - renda familiar mensal de 22 mil reais e financiamento de 70% do valor de um imóvel de 800 mil reais -, se o financiamento for feito com o HSBC, que tem o menor CET (10,07%), em vez do Banrisul, cujo CET é o mais elevado (11,63%).
O comprador que tem como objetivo adquirir um imóvel de 400 mil reais e tem renda familiar mensal de 10 mil reais irá encontrar o financiamento com o menor custo na Caixa, tanto se ele receber o salário pelo banco, como se tiver um relacionamento prévio com a instituição financeira ou se ainda não for cliente. 
Se o objetivo é comprar um imóvel de 150 mil reais e a renda familiar for de 4,5 mil reais por mês, a Caixa e o Banco do Brasil oferecem os menores custos no financiamento da unidade, pois ambos concedem incentivos previstos no programa Minha Casa, Minha Vida
O Banco do Brasil oferece CET de 10,14% e 9,98% ao ano no primeiro e no segundo cenário, respectivamente, caso o tomador do crédito receba o salário pelo banco, pague as parcelas do débito em dia; e financie a unidade em 25 anos.
Para clientes que pagarem as prestações em dia, o CET oferecido pelo banco no primeiro cenário é de 10,24% ao ano e, no segundo cenário, de 10,08%. Para quem ainda não tem conta no banco, a taxa cobrada é de 10,34% ao ano no primeiro cenário e 10,18% no segundo cenário, também no caso em que a dívida seja parcelada em 25 anos. 
Quanto maior o tempo de relacionamento com o banco, menor pode ser a taxa de juros cobrada no crédito imobiliário. Ter uma conta salário também pode render descontos em taxas.
O comprador também pode obter boas condições de financiamento ao contrair o crédito em um banco que ele não tem relacionamento e pagar a chamada taxa balcão. (Exame-10/04/15)

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Financiamento Imobiliário: Poupança em queda ameaça recursos para casa própria

Os saques na caderneta de poupança nos três primeiros meses do ano — no período, as retiradas superaram os depósitos em R$ 23,2 bilhões, drenando praticamente tudo o que a caderneta ganhou em 2014, quando as captações líquidas somaram R$ 23,8 bilhões — deixou os bancos que concedem crédito habitacional em alerta. A cada mês, as contratações de financiamento para a compra da casa própria sobem menos. Avançaram 1,67% em janeiro e 1,18% em fevereiro, de acordo com o Banco Central.
A Caixa Econômica Federal, principal agente do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), já teria esgotado o estoque de recursos da poupança destinado à compra de moradias, segundo fontes do mercado. Há um mês, o diretor-executivo de Habitação da Caixa, Teotônio Costa Resende, reconhecera que o banco já vinha usando também recursos captados via Letras de Crédito Imobiliário (LCIs, títulos lastreados em operações imobiliárias) para continuar financiando a compra de moradias. Os recursos da poupança, segundo disse, já teriam se esgotado.
Procurada esta semana, a Caixa, que concentra 60% dos depósitos de poupança e é a maior financiadora do crédito habitacional, informou que as suas contas da caderneta vêm apresentando desempenho melhor que o do mercado. Nos últimos 12 meses até fevereiro, diz o banco, houve crescimento de 0,22 ponto percentual.
A questão é que o cenário econômico atual, de baixo crescimento com inflação elevada, somado à menor expansão da renda e do emprego e aos juros em alta, é muito desfavorável para as captações da caderneta, que ainda são a maior fonte dos empréstimos habitacionais no país. Foi nesse ambiente que os saques dos brasileiros da poupança superaram em R$ 5,5 bilhões os depósitos em janeiro. Em fevereiro foram R$ 6,3 bilhões, e em março, essa diferença saltou para R$ 11,4 bilhões.
— A caderneta de poupança historicamente acompanha o comportamento da economia. Quando o país cresce, puxando a renda e o emprego, os depósitos aumentam, ocorrendo o inverso em situações como a atual. Por isso, o ideal para o SFH seria que as condições de captação fossem mais estáveis, menos vulneráveis às oscilações da economia — diz Rafael Fagundes Cagnin, economista da Fundação do Desenvolvimento Administrativo de São Paulo (Fundap) e estudioso da questão habitacional no Brasil.
SITUAÇÃO PIORA NO ANO QUE VEM
Filipe Pontual, diretor-executivo da Associação Brasileira de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), reconhece que o setor já trabalha há algum tempo com a perspectiva de esgotamento da poupança como a maior fonte dos financiamentos. Mas ressalta que neste momento, com o crescimento menor da demanda por esse tipo de crédito, há uma pequena folga.
— Trabalhávamos com uma perspectiva mais curta (para o esgotamento da capacidade da poupança), mas, com o crescimento mais lento dos financiamentos habitacionais, achamos que 2015 está garantido. Já em 2016, vamos ter que ver — explica, reconhecendo que o descompasso entre a remuneração da caderneta em relação a outras aplicações de renda fixa não favorece os depósitos da poupança. — Neste momento, a diferença do CDI realmente está muito alta. Há dois anos, a poupança era bastante competitiva. Até ser debelado o atual surto inflacionário, esse quadro não deve mudar. Não é o fim do mundo, mas um momento de desconforto.
O vice-presidente de economia do Sindicato da Construção (Sinduscon), Eduardo Zaidan, afirmou que os instrumentos alternativos à poupança para financiamento imobiliário, como a LCI e o Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), ainda são muito incipientes como fonte de recursos ao crédito habitacional. As LCIs, por exemplo, encerraram 2014 com saldo de mais de R$ 150 bilhões, quase um quinto da poupança. O problema é que apenas uma pequena parte desses recursos é efetivamente direcionada ao crédito habitacional.
— É importante que esses instrumentos existam como alternativa à poupança. Mas precisamos de um horizonte de longo prazo, de pelo menos uns 20 anos, para que as pessoas se acostumem a eles e ganhem a confiança do mercado — avalia Zaidan.
Para Bruno Gama, diretor geral da Credipronto, uma joint ventureentre o Itaú Unibanco e a imobiliária Lopes, as retiradas recordes da poupança, neste início de ano, acendem a luz amarela em relação ao crédito imobiliário, a médio e longo prazos.
— Muita gente também saca os recursos da caderneta de poupança para obter um retorno melhor em fundos de renda fixa. Tudo isso explica um pouco a desaceleração da poupança. O cenário não é alarmante, mas a discussão sobre novas fontes de financiamento precisa entrar em pauta — diz Gama.
MENOS DINHEIRO PARA O SFH
Segundo Cagnin, da Fundap, outra questão é a maior flexibilidade dada aos bancos nos últimos anos para utilização dos recursos das cadernetas fora do crédito habitacional. O que, em situações como a atual, tende a agravar a perda de recursos para o crédito habitacional concedido no âmbito do SFH, no qual os juros dos financiamentos não podem exceder 12% ao ano.
— Hoje, os bancos podem cumprir a exigibilidade de direcionar 65% dos depósitos da poupança para o financiamento de moradias, comprando CRIs, que têm lastro em receitas de aluguéis de imóveis corporativos ou comerciais, como shopping centers, por exemplo. Isso dá mais liquidez à estrutura de ativos e passivos dos bancos, mas não traz mais liquidez ao crédito habitacional — diz Cagnin, para quem a ideia de que Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), com seus CRIs e as LCIs, complementaria as fontes de recursos do SFH não se confirmou. — O que ocorre é que o SFH é que vem suportando o SFI.(G1/CooreiodoEstado)

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