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IGP-M fica em 0,28% em Outubro de 2014

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) variou 0,28%, em outubro. Em setembro, o índice variou 0,20%. Em setembro de 2013, a variação foi de 0,86%. A variação acumulada em 2014, até outubro, é de 2,05%. Em 12 meses, o IGP-M variou 2,96%. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou taxa de variação de 0,23%. No mês anterior, a taxa foi de 0,13%. O índice relativo aos Bens Finaisvariou 0,52%, em outubro. Em setembro, este grupo de produtos mostrou variação de 0,06%. Contribuiu para este avanço o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa de variação passou de -6,39% para 0,12%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice de Bens Finais (ex) registrou variação de 0,68%. Em setembro, a taxa foi de 0,76%.

O índice referente ao grupo Bens Intermediários variou 0,04%. Em setembro, a taxa foi de 0,32%. Oprincipal responsável por este movimento foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura,cuja taxa de variação passou de 0,15% para -0,09%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 0,05%, ante 0,36%, em setembro.

No estágio inicial da produção, o índice do grupo Matérias-Primas Brutas variou 0,12%, em outubro. Em setembro, o índice registrou variação de -0,04%. Os itens que mais contribuíram para este movimento foram: café (em grão) (3,36% para 7,00%), minério de ferro (-5,46% para -4,97%) e aves(2,36% para 3,97%). Em sentido oposto, destacam-se: bovinos (3,82% para 2,03%), suínos (10,75% para 4,22%) e mandioca (aipim) (10,52% para 6,54%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,46%, em outubro, ante 0,42%, em setembro. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Alimentação (0,40% para 0,63%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de -6,85% para 2,36%.

Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos:

- Vestuário (-0,11% para 0,75%);
- Comunicação (0,29% para 0,69%); e
- Saúde e Cuidados Pessoais (0,50% para 0,58%).

Nestas classes de despesa, os destaques partiram dos itens: roupas (-0,11% para 0,69%), tarifa de telefone residencial (-1,85% para 0,16%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (0,43% para 0,67%), respectivamente.

Em contrapartida, apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos:

- Educação, Leitura e Recreação (0,85% para 0,06%),
- Transportes (0,37% para 0,18%); e
- Despesas Diversas (0,22% para 0,16%).

As maiores contribuições para estes movimentos partiram dos itens: passagem aérea (12,49% para -7,98%), gasolina (0,67% para 0,25%) e clínica veterinária (1,49% para 0,48%), respectivamente.

O grupo Habitação repetiu a taxa de variação registrada no mês anterior, 0,47%. O item taxa de água e esgoto residencial (-0,51% para 0,19%) exerceu a principal influência de alta, enquanto em sentido descendente, o destaque coube ao item tarifa de eletricidade residencial (1,44% para 0,67%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em outubro, variação de 0,20%, acima do resultado de setembro, de 0,16%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,43%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,34%. O índice que representa o custo daMão de Obra não registrou variação, pelo segundo mês consecutivo.
Reajuste alugueis 

Baixe o release completo com tabelas aqui.


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Adquirir imóveis deixados de herança pode ser um bom negócio

quarta-feira, 29 de outubro de 2014





 

A aquisição de um bem de espólio antes da ação de inventário se mostra uma boa opção, desde que sejam tomados cuidados com as questões que cercam o processo


Sonho de muitos, a compra de um imóvel é muitas vezes cercada de dúvidas. Quando se trata da aquisição de um bem de espólio antes da ação de inventário, as incertezas sobre a transação imobiliária são maiores ainda. Afinal, adquirir imóveis inventariados é um bom negócio? Quais são os riscos e o que fazer para não cair em uma roubada?

Para o advogado e professor do Ibmec Renato Armanelli Gibson, do ponto de vista comercial, é inegável que esse tipo de alienação é interessante, tanto para quem vende quanto para quem compra. Os herdeiros gostam porque poderão usar o dinheiro para quitar custas processuais, tributos e honorários advocatícios. E o comprador também, porque deverá gastar bem menos do que pagaria normalmente. Mas do ponto de vista jurídico, a alienação de um imóvel durante a ação de inventário é assunto amplo, cuja regulamentação legal comporta várias nuances, restrições, ressalvas e condições. A razão para tanto cuidado é a preocupação do legislador em garantir que nem os herdeiros nem os credores do falecido sejam lesados, explica.

Segundo ele, a alienação de bens inventariados pode ser feita de duas formas: alvará judicial ou cessão de direitos hereditários. Considerando as vicissitudes de ambas as maneiras de alienar um bem durante o inventário, recomenda-se ao interessado que o faça por meio de alvará judicial, embora, na prática, isso pode ser difícil de conseguir. Isso porque, para autorizar a alienação e expedir o alvará, o juiz verificará em primeiro lugar se há oposição por parte de algum dos herdeiros. Não obstante, também será analisada a conveniência de tal transação imobiliária ser realizada antes da partilha, ou seja, antes do desfecho da ação de inventário. E essa avaliação será ainda mais criteriosa se houver interesses de herdeiros incapazes envolvidos. Assim, o juiz examinará se a alienação do imóvel é realmente necessária e se o valor da venda é compatível com aqueles praticados pelo mercado, entre outros pontos, diz.


ALERTA

A outra maneira de adquirir um imóvel em inventário é a cessão de direitos hereditários. Por meio desse contrato, o interessado, chamado cessionário, adquire os direitos hereditários relativos ao imóvel e se habilita no inventário como se fosse herdeiro. O comprador poderá tomar posse do imóvel tão logo pague o preço ajustado, mas somente constará no cartório de registro de imóveis como proprietário quando a ação de inventário terminar e o formal de partilha for levado a registro. O contrato de cessão de direitos hereditários deve ser feito por instrumento público, ou seja, perante um tabelião de notas, revela Renato Gibson, ressaltando que, além desses inconvenientes, o processo traz consigo o risco de o imóvel pretendido poder ser usado para cobrir dívidas deixadas pelo falecido.

O advogado e especialista em direito processual civil Giovani Duarte Oliveira concorda que a compra de imóvel por inventário pode ser um negócio altamente rentável. Mas com relação ao processo de compra via cessão de direitos hereditários, ele alerta que muitas vezes não são descritas todas as cláusulas necessárias para a realização do negócio, o que pode virar um problema. No entanto, se forem descritas no termo de cessão todas as obrigações do comprador e do vendedor, o processo funciona do mesmo jeito que um negócio de imóveis que não está em processo sucessório, informa, salientando que é fundamental para o negócio a inclusão de uma cláusula obrigando os herdeiros a cumprir todos os prazos do processo de inventário, não deixando ele ser arquivado, apresentando todos os documentos para que o processo tenha seu andamento breve e dentro do prazo determinado em lei. E todos os herdeiros devem assinar dentro do prazo estipulado pelo juiz todos os documentos necessários.



PERSONAGEM DA NOTÍCIA - Tiago Costa Camilo, advogado

Transparência

Apesar de também ser advogado da área de direito civil, a primeira coisa que fiz quando surgiu a oportunidade de comprar um imóvel inventariado foi procurar por assessoria jurídica. Fiz questão de que alguém de fora analisasse tudo para mim, porque, obviamente, eu estava envolvido emocionalmente com a compra. Eu achei um apartamento que me interessou, senti muita confiança nas pessoas com quem tratei, que de fato eram honestas e corretas, e a partir daí solicitei ao advogado contratado que analisasse a situação do inventário e as condições do contrato. Deu tudo certo, assinei a documentação particular com a autorização de venda já deferida pelo juiz, fiz o pagamento combinado e recebi a escritura assinada pela inventariante sem problema algum. Acho que, se as coisas forem feitas com transparência, não tem como dar errado e o negócio acaba sendo bom para ambas as partes. O que recomendo é que as pessoas sempre procurem advogados especializados no assunto e de confiança, para evitar qualquer problema.(EM)

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Construção encarece em cinco das sete capitais pesquisadas pela FGV

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Brasília, Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo, registraram maior aumento segundo o levantamento; os preços também subiram, mas com menor intensidade, em Salvador e Belo Horizonte



Aumento é consequência do reajuste de preços dos materiais, equipamentos e serviços, de 0,34% para 0,43%

Construir ou reformar ficou mais caro neste mês de outubro em Brasília, Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo, segundo o levantamento feito Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Os preços também subiram, mas com menor intensidade, em Salvador e Belo Horizonte. Na média, o Índice Nacional de Custo da Construção do Mercado (INCC-M) apresentou variação de 0,2% ante 0,16%, em setembro.

Esse aumento é consequência do reajuste de preços dos materiais, equipamentos e serviços, de 0,34% para 0,43%. Desde janeiro, este subcomponente já subiu 6,14% e, nos últimos 12 meses, 6,66%.

Já a taxa relativa à mão de obra não teve alteração. Ainda assim, no acumulado dos dez primeiros meses do ano, é a que mais tem pesado na construção com alta de 7,44%. Sobre o valor pago há um ano, houve correção de 7,93%.

Entre os itens de materiais e equipamentos que mais encareceram estão os materiais para instalação com reajuste de 0,78% ante 0,38%. Em compensação, os serviços tiveram uma queda de 0,22% para 0,05%.

Em Salvador, o INCC-M teve variação de 0,17% ante 0,18%; em Brasília passou de 0,03%, para 0,14%; em Belo Horizonte, de 0,19% para 0,09%; em Recife, de 0,02% para 0,3%; no Rio de Janeiro, de 0,06% para 0,19%; em Porto alegre, de 0,04% para 0,16%; e, em São Paulo, de 0,25% para 0,26%.

Índice de Confiança da Construção
O Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas (FGV), apresentou queda de 19,9% em outubro na comparação com igual período do ano passado. O resultado é o pior da série histórica. Em setembro, a variação ficou em -16,1%. Na avaliação do último trimestre (agosto a outubro), o indicador também está em baixa, com taxa de -14,8%, em relação ao mesmo período de 2013.

O ICST é um indicador que constitui a base da pesquisa Sondagem da Construção. A sondagem é uma pesquisa que gera, mensalmente, um conjunto de informações usadas no monitoramento e antecipação de tendências econômicas do setor. Tendo como referência as melhores práticas internacionais para pesquisas do gênero, a Sondagem da Construção tem como um de seus principais atributos a rapidez com que é produzida e divulgada, tornando-se uma ferramenta essencial à análise de conjuntura e à tomada de decisão nos âmbitos público e privado.

Quatro quesitos compõem o Índice de Confiança da Construção (ICST): volume de demanda atual, situação atual dos negócios, expectativa para ao volume de demanda (três meses) e para a situação dos negócios (seis meses).(AbBrasil/OTempo)

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Construtoras crescem em 2014 usando estratégias específicas para público-alvo

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Vieira, vice-presidente da Copasa, agora quer o prêmio/DivulgaçãoO ano de 2014 foi desafiador para a maioria das construtoras mineiras, principalmente devido às incertezas que rondam a conjuntura econômica nacional. Segundo a Fundação Getulio Vargas, a expansão do setor no Estado em 2014 deve ser de apenas 1,4% na comparação com 2013. Para driblar o mau momento e atingir melhores resultados, empresas de diferentes portes e perfis revelam algumas das suas estratégias, que podem garantir variação positiva de até 60% sobre o desempenho registrado no último ano.

A Artes Construtora, há sete anos no mercado, sediada no bairro Gutierrez, na região Oeste da Capital, entregou dois empreendimentos ao longo de 2014. O primeiro foi concluído em março e é um residencial de dez unidades, com 80 metros quadrados cada uma, erguido no bairro Gutierrez. O Valor Geral de Vendas (VGV) é de R$ 5,2 milhões e, até agora, 60% já foram comercializados.

O segundo projeto concluído foi um edifício comercial com cinco lojas e 12 salas. Metade das unidades já foi vendida e o restante vai permanecer com a empresa, que pretende transferir a sua sede para o local. O VGV do empreendimento é de R$ 7,7 milhões.

Neste ano, a Artes pretende alcançar crescimento de 15% sobre 2013. "Embora o mercado esteja desaquecido, a construtora registrou alguns pontos fora da curva, que ajudaram a sustentar a variação positiva. Também aproveitamos o período um pouco menos aquecido para fazer uma reestruturação interna e, com isso, garantir melhores resultados no futuro", afirma o gerente Financeiro e de Operações, Felipe Cançado Bicalho.

Uma das estratégias adotadas para garantir a perenidade dos negócios foi a definição do público-alvo. Bicalho explica que o foco são jovens casais, com raízes no Gutierrez e bairros vizinhos, onde a empresa lança a maior parte dos seus projetos. "Adquirimos terrenos fora do coração desses bairros, o que reduz o custo final do imóvel", explica Bicalho. Neste ano, a Artes lançou dois empreendimentos residenciais, um de 20 unidades no Santo Antônio, na região Centro-Sul, e mais um no Gutierrez, com oito unidades. O VGV total é de R$ 14,3 milhões.

Preço - A Trena Construtora, sediada no bairro Prado, na região Oeste, observou que a procura pelos imóveis de menor valor continuou aquecida. Neste ano, a construtora entregou um empreendimento com 36 unidades no bairro João Pinheiro, todas elas previamente vendidas. O VGV é de R$ 8 milhões. O sucesso impulsionou a construtora a lançar, em outubro, mais um empreendimento no mesmo bairro. Desta vez, são 41 unidades e VGV de R$ 11 milhões.

De acordo com o diretor Comercial da Trena, Bruno Otávio Bouissou, o desempenho registrou estabilidade no confronto com 2013. A Trena, que também atua no segmento da construção pesada, observa que, excepcionalmente neste ano, ele respondeu por 70% da receita total gerada, contra 30% das incorporações. "Este foi um ano atípico, pois, em geral, a participação das duas áreas é dividida igualmente", avalia Bouissou.

O diretor comercial se mantém otimista para o próximo ano. Uma das grandes apostas para 2015 é o lançamento de um prédio de apartamentos compactos no bairro de Lourdes (região Centro-Sul), umas das áreas mais nobres e cobiçadas de Belo Horizonte. "Ainda não consigo estabelecer uma previsão de crescimento para o ano que vem, mas estamos confiantes. Para isso, pesquisamos o mercado a fundo para investir nos produtos certos", comenta.


Minha casa, minha vida - Especializada em imóveis que se encaixam no programa do governo federal "Minha casa, minha vida", a Precon Engenharia, no bairro Cruzeiro, na região Centro-Sul, lançou 1.200 unidades neste ano, com um VGV de R$ 160 milhões. Entre as que foram anteriormente lançadas, foram entregues 500 e mais 400 devem ser finalizadas até dezembro. A maioria delas está localizada em bairros de cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

Com isso, o crescimento em vendas previsto para 2014 é de 60% na comparação com o exercício passado. "O mercado teve alguns balanços na oferta de crédito, o que não impactou tanto os financiamentos do programa", avalia o diretor Comercial da Precon Engenharia, Felipe Bernardes. No próximo ano, a empresa pretende lançar mais duas mil unidades, nas regiões do Barreiro e Venda Nova e em Betim e Contagem (RMBH).(Diario Comercio)

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Nova Lei de Uso e Ocupação do Solo gera corrida para aprovação de projetos em BH

quinta-feira, 16 de outubro de 2014


Legislação vai mudar coeficiente de aproveitamento



Novidade. Lei de uso do solo na capital será alterada e coeficiente de aproveitamento básico vai cair

O número de projetos aprovados de construção pela Prefeitura de Belo Horizonte subiu 29,5% em agosto se comparado com julho desse ano. Em compensação, caiu 27,4% em relação a agosto de 2013. Os números fazem parte de pesquisa realizada pela Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG).

“O aumento em relação ao mês anterior reflete, principalmente, a preocupação com o projeto de lei que está sendo elaborado pela Prefeitura de Belo Horizonte que altera a lei de uso do solo da capital. Um projeto aprovado garante o coeficiente de aproveitamento atual”, explica o presidente da CMI/Secovi-MG, Otimar Bicalho. A Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana da Prefeitura de Belo Horizonte (SMRU/PBH), por nota, confirma que “a expectativa da Prefeitura de Belo Horizonte é de aumento da demanda de aprovações à medida que se aproxima uma data para a publicação de uma nova legislação na cidade”.

O número de projetos enviados à prefeitura pode subir, segundo o presidente, também em função dos donos dos terrenos. “O proprietário encaminha projetos à prefeitura para, em caso de venda, estar assegurado o seu coeficiente de construção”, afirma Bicalho.


Isso porque os preços dos terrenos podem cair, na opinião do diretor comercial e financeiro da construtora Agmar, Jackson Câmara, até 60%. “Caso a lei de uso do solo da capital seja aprovada como proposta pela Prefeitura de Belo Horizonte, os preços dos terrenos terão que cair, pelo menos 60%, para serem atrativos para as construtoras”, diz Camara. Outra opção seria um aumento de até 40% no preço do imóvel para absorver as regras sugeridas pela Prefeitura. “A questão é se os donos dos terrenos vão aceitar a queda do preço. Na minha opinião, em um primeiro momento, não aceitariam, por isso os projetos enviados para a prefeitura podem diminuir bastante nesse caso”, opina Jackson.

Pampulha.

Na pesquisa da CMI/Secovi-MG sobre os projetos aprovados no mês de agosto, chama a atenção o número de projetos aprovados na região da Pampulha: 26. Em Venda Nova foram 18 e na região Centro-Sul 17. A diferença, segundo Otimar Bicalho, se explica porque é justamente na região Centro-Sul que o projeto de lei pretende mexer. “De uma certa forma, isso mostra que as construtoras estão investindo em outras áreas e com receio de apresentar projetos na região central. Muito porque a prefeitura ainda não esclareceu como vai ser o processo de transição entre um legislação e outra, caso ocorra a mudança”, diz Bicalho.

Uma das dúvidas de quem apresenta projetos de imóveis à PBH é se a legislação aplicada na avaliação será a vigente no dia do protocolo, tendo em vista que a aprovação demora cerca de cinco meses para ser definida, conforme informação da própria prefeitura. A SMRU/PBH que aprova os projetos informa por meio de nota que “os projetos consideram a lei vigente no dia do protocolo acatado pela PBH que resulte na abertura de processo”.

A proposta
Principais pontos da proposta que altera a Lei de Uso e Ocupação do Solo
Área: Novo coeficiente de aproveitamento básico (CA), que hoje pode chegar a 2,7 vezes a área do lote (em um lote de 1.000 m2 é possível construir até 2.700 m2), passa a ser de 1 para toda a cidade.

Estacionamento
Na nova proposta, o dono do lote terá 25m² de garagem para cada unidade habitacional. Atualmente, a área destinada ao estacionamento pode ser igual à do lote.

Para o presidente do Secovi, outro fator que influencia o aumento dos projetos é a convicção de que na segunda metade de 2015 o mercado estará mais aquecido. “É importante entender que o setor da construção civil é cíclico, então trabalhamos com um aquecimento significativo no segundo semestre de 2015. Então, está na hora mesmo de aprovar projetos que estarão prontos daqui a um ano e meio, dois anos”, analisa Otimar Bicalho.

Com relação à queda do número de projetos aprovados em relação a 2013, o presidente do Secovi não considera crítico. “No ano passado, o imóvel estava valorizado. Isso trouxe, além do consumidor final, um outro tipo, que é o investidor. Como esse ano essa valorização diminuiu, o investidor é o que sai correndo mais depressa. Ele não está interessado na qualidade do imóvel, só no dinheiro. Por isso, o mercado desaqueceu e o número de projetos caiu. Não se trata exatamente de uma crise”, argumenta ele.

Para o consumidor final, o atual momento está bom. “Os preços estão estáveis e devem subir no ano que vem”, conclui ele.(OtempoBH)

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Imóveis: Descontos só na lábia

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Argumentação na hora da contraproposta pode render economia de até 21% ou mais. Saiba como negociar na medida certa 


Pessoas planejando a compra da casa própria
Casal planeja compra da casa própria: Cuidado para não perder oportunidades
O ritmo de alta do preços dos imóveis vem desacelerando em 16 cidades do país. Para quem busca comprar uma casa ou apartamento, é hora de pechinchar.
Mas negociar o preço da unidade com o corretor e proprietário pode não ser uma tarefa simples. Conheça nove maneiras de obter descontos na compra da casa própria.
1 Barganhe de forma razoável
Um levantamento feito pelo site de classificados imobiliários Zap com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) com quem comprou imóvel em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, entre outros estados, aponta que 41% dos entrevistados não conseguiu obter descontos nos valores anunciados.
Já 44% conseguiram preços entre 1% e 10% mais baixos após a negociação da compra, 11% tiveram economia de 11% a 20% e 7% conseguiram descontos de mais de 21%. 
A média de descontos concedidos é de 6,5%. “Essa é a margem que não tem tanto impacto na remuneração das construtoras e imobiliárias, que buscam atingir metas de vendas”, diz Cláudio Alencar, professor do núcleo que analisa o mercado imobiliário da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).
A gerente comercial da imobiliária Lello, Roseli Hernandes afirma que descontos de 1% a 5% dependem, em geral, da condição de pagamento oferecida na compra e necessidade de reformado imóvel.
Já economias maiores, de 5% a 10%, estão relacionadas a questões como preços acima do mercado e urgência do comprador pela venda, além de problemas registrados na região onde o imóvel está localizado.
Descontos maiores são concedidos no caso de falta de liquidez do imóvel, urgência de venda , preço de venda fora da realidade e problemas estruturais do imóvel, que não podem ser solucionados facilmente.
2 Não compare unidades muito diferentes
Imóveis com características semelhantes e que estejam à venda em uma mesma avenida podem não ter preços similares. “Os preços em uma mesma via podem variar até 20%, dependendo se o imóvel está localizado no início ou final da via, por exemplo”, diz Roseli Hernandes, da Lello.
O comprador somente pode comparar unidades semelhantes na mesma região considerando o que tem no entorno de cada empreendimento e estrutura do condomínio; e verificando se o preço está dentro do metro quadrado médio da região.
Utilizar ferramentas disponíveis na rede, como mapas de preços anunciados, pode não ser suficiente para comparar preços, e criar distorções.
Um corretor ou imobiliária podem ajudar a avaliar o preço justo do imóvel com informações adicionais, como a comparação entre o custo da construção e valor do terreno, por exemplo.
Desta forma, é possível negociar o valor com mais segurança, já que a negociação costuma ter o acompanhamento de profissionais especializados.
3 Conheça bem a região e seus problemas
Mesmo que o bairro onde o imóvel está localizado seja valorizado, a demanda por unidades na região pode ter caído em função de problemas pontuais ou recorrentes.
Enchentes, índices de crimes, perfil de moradores e estabelecimentos comerciais, além de questões estruturais, como falta de iluminação, poucos acessos e trânsito, são argumentos para barganhar o preço da unidade.


4 Fale tudo o que incomoda durante a vistoria
A feira livre na porta do apartamento aos sábados, o barzinho movimentado que faz barulho até de madrugada e até o cheiro de umidade podem ser utilizados como argumento para obter descontos.
Ao vistoriar o imóvel, Roseli Hernandes recomenda ao comprador que preste bastante atenção em detalhes. “Ele deve olhar com cuidado a existência de umidade, que indica vazamentos; estado de pintura da parede, manutenção do piso e azulejos; e se há algo quebrado”.
A partir da análise de defeitos construtivos e necessidade de eventual reforma, o vendedor pode pedir um desconto conforme o valor que será gasto para solucionar esses problemas.
5 Converse com o proprietário
O clássico blefe para pressionar o vendedor a fechar o negócio pelo preço pedido, seja anunciando que tem uma proposta de compra de outra unidade ou simulando dúvida sobre a aquisição, ainda que haja grande interesse na unidade, é um recurso limitado para obter descontos.
O comprador não deve tentar, por exemplo, utilizar o recurso com o corretor. “O profissional sabe o que está sendo ofertado na região e por qual valor”, diz Roseli Hernandes, da Lello.
É preferível negociar diretamente com o proprietário, ou ao menos iniciar uma conversa paralela, que permita maior flexibilidade para utilizar estes recursos.
Mas mesmo na negociação direta, o “jeitinho” tem limites. “O imóvel é sempre valioso tanto para quem compra como quem vende”, afirma Roseli.
6 Saiba quando parar de “chorar”
A avaliação correta do valor do imóvel, além do pedido razoável de desconto, é essencial para saber até onde se pode chegar na negociação.
Caso contrário, o comprador pode perder o negócio, ao presssionar o vendedor a aceitar sua contraproposta. Roseli, da Lello, diz que o vendedor não tem obrigação de fechar o contrato caso a negociação não avance.
“Já tive um cliente na imobiliária que demorou três dias para fechar o negócio após o vendedor recusar um desconto, apesar de insistir que a compra era um bom negócio. Quando ele decidiu fechar a compra, o apartamento tinha acabado de ser vendido”.
Se o comprador não encontrar muitas opções de imóveis semelhantes e na mesma faixa de preço na região, e a unidade for a única à venda no empreendimento, a velocidade de fechamento do negócio deve ser maior.
7 Mostre a capacidade financeira
Ter uma carteira de crédito aprovada pelo banco, oferecer uma boa entrada para a compra do imóvel e mostrar a capacidade de renda e perfil saudável de endividamento também pode render economias na compra do imóvel.
Mas a dica vale mais no caso de imóveis novos, em negociações com a construtora no lançamento e durante a obra ou na hora de contratar um financiamento nos bancos, que se preocupam com a capacidade de pagamento do comprador.
No caso de unidades usadas, vendidas por pessoas físicas, o argumento é mais limitado. “Neste caso, quanto mais dinheiro na mão, melhor.Pagar uma unidade à vista, em qualquer um dos casos, pode render bons descontos", diz o educador financeiro Mauro Calil.
8 Descubra quanto tempo o imóvel esta à venda e motivo
A falta de liquidez do imóvel pode interferir em uma negociação e no preço de venda.
Cláudio Alencar, da USP, aponta que, em média, entre 10% e 15% de unidades de um empreendimento não são vendidas durante o lançamento e obras.
Estas unidades prontas para morar podem ser tornar um problema para as construtoras, que têm de pagar custos do condomínio destas unidades na entrega da obra. “O comprador pode obter descontos em imóveis com este perfil”, diz Alencar.
Geralmente, essas unidades são apartamentos localizados no primeiro andar do prédio ou com vista para os fundos do empreendimento, e coberturas mais caras, que têm menor demanda por conta dessas características.
Quanto maior o tempo em que unidades prontas para morar e imóveis usados estão à venda, maior o desconto que pode ser obtido pelo comprador.
O interessado deve sondar por que o imóvel não está sendo vendido, diz Roseli, da Lello.”Pode ser por falta de divulgação, preço maior do que a média ou o fato do empreendimento estar localizado em região sem apelo para aquele perfil do imóvel”.
9 Analise taxas e estrutura do condomínio
A estrutura de segurança, lazer e, principalmente, taxas e impostos do condomínio deve ser pesada no processo de negociação para a compra do imóvel.
Garagens pequenas ou com vagas compartilhadas, que exigem rodízio de saída dos carros, atendimento prestado por funcionários e segurança na entrada e saída do prédio podem ser utilizados como argumento para obter descontos.
Caso o comprador considere a taxa de condomínio alta, pode pedir um valor mais baixo pelo imóvel.
O interessado pode comparar a economia que pode ter durante determinado período caso compre uma unidade semelhante com taxa menor. “Ele pode pedir que essa diferença seja incluída no preço da compra”, diz Roseli Hernandes.
A diretora comercial da Lello afirma que a falta de academia de ginástica ou piscina no condomínio pode até ser pontuada pelo comprador. “Mas ele deve ter consciência de que serviços adicionais elevariam o valor do imóvel e não surtem muito efeito no caso de descontos”.

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